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Brasil

PF mira Mario Frias e produtora de filme sobre Bolsonaro em operação

A ação investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares repassadas a uma organização da sociedade civil.

Mario Frias e produtora de "Dark Horse" são alvos de operação da PF

A Polícia Federal cumpre 49 mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas ao financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os alvos estão Mario Frias, deputado federal, e Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme.

A operação Make Up é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União e ocorre em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. A investigação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e apura um possível desvio de emendas parlamentares repassadas a uma organização da sociedade civil.

Segundo a Polícia Federal, os investigados fariam parte de uma organização criminosa com agentes públicos e privados. A suspeita é de que os valores recebidos tenham sido direcionados para empresas subcontratadas de maneira irregular, sem comprovação da realização dos serviços contratados.

Levantamentos financeiros identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que integram o esquema investigado. A apuração envolve suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Inquéritos no STF

O financiamento de “Dark Horse” é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça. O outro, que apura possível direcionamento de emendas, está sob relatoria de Flávio Dino.

Em março, Dino determinou que Mario Frias prestasse esclarecimentos sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, organização não governamental ligada à produtora do filme. O ministro pediu informações sobre possíveis irregularidades na execução dos recursos.

Frias é produtor executivo do longa e foi secretário de Cultura durante a gestão de Bolsonaro. Em manifestação enviada ao Supremo, em maio, negou irregularidades e declarou que o dinheiro teve finalidade social.

Em junho, a Polícia Civil de São Paulo também realizou uma operação contra a Go UP Entertainment, produtora de “Dark Horse”, por suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos. Após determinação de Dino, os dados obtidos naquela ação foram compartilhados com o Supremo Tribunal Federal.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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