O Cuiabá decidiu permanecer sem patrocinador máster na parte frontal da camisa após recusar novas propostas de empresas de apostas. O presidente Cristiano Dresch afirmou que a escolha também levou em conta a posição do Sicredi, que não renovaria o contrato caso uma casa de apostas ocupasse o uniforme.
O espaço está sem anunciante desde o início de 2025, quando terminou o acordo anterior. O clube já havia mantido parceria com a Luck.bet, encerrada no fim de 2022. Desde então, Dresch diz ter rejeitado outras ofertas do setor.
Para o dirigente, os clubes não aproveitaram adequadamente os valores pagos pelas plataformas. Na avaliação dele, as equipes concentraram os recursos no aumento dos salários dos jogadores, sem direcionar o dinheiro para infraestrutura ou para o pagamento de dívidas.
“O futebol podia ter feito um bom uso desse dinheiro. O que os clubes fizeram com esse dinheiro? Aumentaram os salários dos jogadores. Só isso”, declarou Dresch.
Impacto na renda dos trabalhadores
Dresch também contou ter visto trabalhadores diaristas apostando pelo celular durante uma obra no Cuiabá. Ele afirmou que muitos acompanhavam o jogo do Tigrinho e relacionou o comportamento à forma de pagamento desses profissionais, que recebem durante a semana ou diariamente.
“Como o cara tem dinheiro todo dia, ele começa a apostar, e isso aí causou um dano gigantesco na renda das pessoas”, disse o presidente.
O dirigente ainda criticou reclamações de clubes sobre as mudanças envolvendo as bets. Ele citou São Paulo, Corinthians e Santos e afirmou que as três equipes atravessam dificuldades financeiras. Para Dresch, dizer que as alterações representam o fim do futebol é uma declaração infeliz.
O Corinthians tem pagamentos pendentes com o Cuiabá pela contratação de Raniele. O acordo aprovado pela CNRD determina o pagamento de R$ 17,7 milhões em 24 parcelas.
A decisão do Cuiabá contrasta com a situação de outras equipes da Série A que têm contratos com empresas de apostas. O Fluminense mantém parceria com a Superbet, enquanto o setor segue em debate no futebol brasileiro após novas regras anunciadas pelo Governo.




