RIO DE JANEIRO — Jéssica Duarte Gonçalves, 28 anos, e a filha recém-nascida, Jade Duarte de Moura, morreram dias após um parto normal no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, em Bangu. O caso é investigado pela Polícia Civil na 34ª DP (Bangu), que informou estar realizando diligências para esclarecer os fatos.
Jéssica deu à luz a sua terceira filha em 8 de setembro. De acordo com a família, a gestação e o parto não tiveram intercorrências. O marido dela, Jonathan Vieira de Moura, afirmou que a esposa começou a sentir fortes dores abdominais poucas horas depois do nascimento.
Segundo Jonathan, a médica orientou o uso de dipirona e soro, sem solicitar exame de imagem. As dores e o inchaço abdominal aumentaram, mas Jéssica recebeu alta 48 horas após o parto. Depois de voltar para casa, ela teve uma piora cerca de uma hora mais tarde e foi levada novamente ao hospital.
Morte de Jéssica
Na unidade, Jéssica precisou ser intubada. Uma funcionária informou ao marido que ela apresentava um quadro de infecção generalizada. Em seguida, a paciente foi transferida para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, onde passou por uma cirurgia para retirada do útero e dos ovários.
Jéssica morreu no domingo (13), cinco dias após o parto. O atestado de óbito registra choque misto, coagulação intravascular disseminada (CID), sepse puerperal e atonia uterina — condição em que o útero não se contrai adequadamente depois do nascimento.
Morte da bebê
Jade, que inicialmente parecia estar bem, apresentou febre na terça-feira (15) e foi internada no CTI do Hospital Municipal Albert Schweitzer. A bebê morreu na quinta-feira (17) e foi sepultada na sexta-feira (18). O hospital não informou a causa da morte.
A direção do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro declarou que o parto não teve complicações e que Jéssica foi medicada após relatar dor, além de estar em boas condições gerais. A família contesta essa versão e afirma que as dores eram fortes e pioraram com o passar do tempo.
Jéssica deixou outros filhos, de nove anos e quatro anos.



