FORTALEZA — Rafael Magalhães, irmão de Isabelle Caracristi, confirmou que a jovem estava grávida quando foi encontrada sem vida no condomínio onde morava com João Munhoz, em Fortaleza, Ceará. Isabelle tinha 22 anos, e João, 33.
Em conversa na segunda-feira (21), Rafael disse que a família recebeu a confirmação da gestação no domingo (20), após ter acesso a informações sobre a suspeita. Ele afirmou que não sabia que a irmã estava grávida e declarou: “E uma segunda vida foi destruída. Foram duas vidas que foram destruídas”.
O psicólogo também contou que Isorlanda Caracristi, mãe de Isabelle, desejava ser avó e costumava cobrar os filhos sobre isso. Rafael afirmou que a família ainda não sabe de quantas semanas era a gestação.
Investigação continua
A Polícia Civil esperava concluir o inquérito na segunda-feira (21), depois de ouvir quatro depoimentos. João Munhoz ainda não foi encontrado e é procurado pela polícia.
A mãe dele, Sara Regina Alexandre Munhoz, foi localizada no começo da noite de domingo (20), na praia do Cumbuco, em Caucaia, município vizinho de Fortaleza. Ela não foi detida, mas teve o celular e o tablet apreendidos. O telefone de Isabelle também foi localizado, e os aparelhos passam por perícia.
O escritório de advocacia onde João trabalhou e conheceu Isabelle informou que ele não era sócio e exercia “exclusivamente atividades de natureza administrativa”. Segundo o escritório, João já havia deixado o trabalho. Isabelle atuou no local por “aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto”, quando pediu desligamento por razões pessoais.
Imagens do condomínio
As câmeras mostram João e a mãe deixando o condomínio às 18:32. Isabelle apareceu sozinha no elevador às 19:12, subindo para o rooftop no 23º andar. João retornou às 22:48.
A mãe de Isabelle soube da morte apenas por volta de 11:00 da manhã do dia seguinte, ao ir ao condomínio e ser informada pela síndica. Isorlanda relatou que João não entrou em contato com ela e a bloqueou nas redes sociais.
A perícia encontrou no corpo de Isabelle lesões “compatíveis com o impacto contra o solo”, indicando uma provável queda. As investigações continuam.



