RIO DE JANEIRO — A investigação sobre a violência registrada no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Centro do Rio, reúne versões diferentes sobre o episódio ocorrido em 25 de agosto. A Polícia Civil já ouviu uma professora e um vigilante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificados por reconhecimento facial a partir das imagens analisadas pelos agentes.
O caso começou a ser apurado depois que vídeos circularam nas redes sociais mostrando um estudante sendo agredido dentro da unidade. Ele havia sido acusado de usar uma camisa com suposta apologia ao nazismo. A polícia ainda pretende ouvir outras pessoas para esclarecer a sequência dos acontecimentos.
Relatos apresentados à polícia
Deivid Lima, estudante de Direito, declarou que sofreu agressões e ofensas racistas ao tentar levar à delegacia um aluno que vestia a peça. Diego Costa Araújo, estudante de História, contesta essa versão. Ele afirma que a camisa era de uma banda punk declaradamente antinazista e diz ter sido alvo de uma tentativa de homicídio durante o espancamento.
Até agora, os investigadores não encontraram elementos que confirmem a acusação de racismo contra Araújo. Conforme o relato levado à polícia, a agressão contra ele teria começado depois que chamou Deivid Lima de “macaco”. As imagens examinadas na investigação indicam, porém, que o estudante já era agredido quando foi retirado da sala por outros alunos.
A apuração segue na 1ª DP (Praça Mauá), responsável pelo caso. Novos depoimentos ainda serão realizados antes da conclusão do inquérito.
A UFRJ informou que os "docentes estão prestando os esclarecimentos solicitados pelas autoridades policiais para a apuração dos fatos". A universidade também abriu uma sindicância para investigar internamente as circunstâncias do episódio.




