O estudante João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, foi preso nesta terça-feira (22) sob acusação de violência doméstica grave, ameaça e instigação a tirar a própria vida. Pela primeira vez, ele se pronunciou sobre o caso por meio da advogada Lígia Peixe.
De acordo com a defesa, João não foi responsável por avisar Isorlanda, mãe de Isabelle, sobre a morte da jovem. Lígia afirmou que o irmão dele enviou a mensagem porque João estaria abalado e sem condições de fazer o contato. “Quem mandou foi o irmão dele porque ele não tinha condições”, disse a advogada.
A mãe de Isabelle declarou que só descobriu a morte no dia seguinte, depois de ir ao condomínio onde a filha morava com João. Segundo Isorlanda, foi no local que ela soube que a jovem havia sido encontrada sem vida e que o corpo já estava no Instituto Médico Legal.
Versões apresentadas pelas defesas
Lígia Peixe também afirmou que Isabelle tirou a própria vida, embora a polícia civil ainda não tenha confirmado essa hipótese. A advogada sustentou que João havia se apresentado voluntariamente, entregado o celular, informado seus telefones e fornecido o endereço para ser localizado. Para ela, a prisão não seria necessária.
A defesa confirmou ainda que João é casado. Lígia disse que ele nunca escondeu essa informação de Isabelle e afirmou que ele estava separado de fato da esposa, com um procedimento de divórcio amigável em andamento.
A advogada da família de Isabelle, Patrícia de Abreu Viana, negou que a jovem estivesse grávida. A informação havia sido divulgada pelo irmão de Isabelle na última segunda-feira (21), mas foi corrigida algumas horas depois. Patrícia informou que as diligências continuavam para ouvir testemunhas.
Sobre o celular da jovem, Patrícia afirmou que o aparelho foi encontrado junto ao corpo, recolhido e entregue ao tio de Isabelle, Mário, durante o reconhecimento. Depois, a família pediu que o telefone fosse disponibilizado para a investigação.
A advogada também disse ter acesso a áudios de Isabelle conversando com um primo sobre João. Nas gravações, segundo Patrícia, a jovem afirmava que ele tinha duas histórias e pedia que a Justiça fosse feita.
Isorlanda continua pedindo esclarecimentos sobre o que aconteceu. Ela questionou por que só soube da morte no dia seguinte, por meio da síndica, e também perguntou por que teria sido bloqueada. A mãe citou ainda que João, de 33 anos, havia dito que nunca tinha sido casado e que era sócio de um escritório.



