RIO DE JANEIRO — Uma investigação sobre a venda ilegal de linha chilena levou policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) a um imóvel em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. No local, os agentes encontraram carretéis, linhas e outros materiais usados na fabricação do produto.
Cinco pessoas foram presas em flagrante durante a ação realizada na terça-feira. Elas foram encaminhadas à DPMA e autuadas por manter objetos e substâncias tóxicas, perigosas ou nocivas em desacordo com as leis.
A apuração começou depois da morte do coronel do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima. O militar sofreu o acidente no dia 28 de agosto, em São Conrado, quando o parapente em que estava foi atingido por uma linha de pipa.
Acidente em São Conrado
O coronel caiu no mar da Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio. Equipes do Corpo de Bombeiros retiraram o militar da água em parada cardiorrespiratória. Ele recebeu os primeiros socorros na areia e foi levado em estado grave para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.
O resgate ocorreu na altura da pista de pouso de asas-delta e parapentes, área usada para a prática de voo livre. O Clube São Conrado de Voo Livre, do qual Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima era membro, informou que o acidente foi provocado por uma linha de pipa com cerol ou linha chilena na área de voo.
A entidade classificou o episódio como um “ato criminoso” e atribuiu a queda ao contato do parapente com a linha. Imagens feitas por pessoas que estavam na praia mostram uma suposta linha estendida perto do ponto do acidente.
Durante as diligências, os policiais identificaram o endereço usado para produzir a linha chilena, material conhecido pelo alto poder de corte e que pode oferecer riscos graves quando utilizado de forma irregular. A operação ocorreu menos de um mês depois da morte do militar.



