RIO DE JANEIRO — O juiz Fabio Lopes Cerqueira afirmou que as provas reunidas no processo demonstram a participação de Walace Andrade de Oliveira no ataque que matou o policial civil João Pedro Marquini Santana e teve como alvo a juíza Tula Corrêa de Mello. Pela ação, o réu foi condenado a 39 anos e quatro meses de prisão pelo juízo da 17ª Vara Criminal da Capital.
Na sentença, o magistrado disse que Walace participou do roubo da arma e do distintivo do policial, usando disparos que provocaram a morte da vítima. “As provas dos autos são robustas e comprovam que Walace, em conjunto com outros elementos, roubou a arma de fogo e o distintivo da vítima João Pedro Marquini Santana”, afirmou Fabio Lopes Cerqueira.
Ataque durante falsa blitz
O crime ocorreu em 30 de março de 2025, à noite, na Estrada da Grota Funda, em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio. Um grupo de criminosos montou uma falsa blitz no local.
João Pedro Marquini Santana, policial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), seguia no primeiro carro. Ele foi atingido por disparos de fuzil e morreu no local. Tula Corrêa de Mello, juíza titular da 3ª Vara Criminal da Capital e mulher do policial, vinha logo atrás, em outro veículo.
O automóvel da juíza também recebeu diversos tiros. Como era blindado, ela conseguiu dar marcha à ré e escapar da abordagem. Para o juiz, os disparos contra o carro caracterizaram tentativa de impedir a fuga para concluir o roubo. “Efetuar disparos de fuzil contra um automóvel que tenta escapar da abordagem configura nítida tentativa de interrupção da fuga”, ressaltou.
Outros acusados
Walace foi preso por policiais militares do 14º BPM (Bangu), em abril de 2025. Durante a abordagem, tentou usar o nome de outra pessoa, mas a identidade falsa foi descoberta.
Também foram denunciados Antonio Augusto D’Angelo da Fonseca, Jefferson Rosa dos Reis, conhecido como “Jeffinho do Antares”, Alexandre Costa de Oliveira, chamado de “Preá”, e Alefe Jonathan Ferreira Rodrigues.
Antonio Augusto D’Angelo da Fonseca foi absolvido da acusação de associação criminosa armada porque já responde pelo mesmo crime em processo na 28ª Vara Criminal da Capital. O processo de Alexandre Costa de Oliveira foi separado e suspenso porque ele está foragido. Já a punibilidade de Jefferson Rosa dos Reis e Alefe Jonathan Ferreira Rodrigues foi extinta após a confirmação da morte dos dois réus.



