A cobrança de Leonardo Jardim após o empate do Flamengo com o Corinthians expôs a queda nos números ofensivos de Arrascaeta. Em tom de brincadeira, o treinador afirmou que o meia já lhe devia “dois ou três gols”, lembrando os duelos da época em que comandava o Cruzeiro.
Em 2025, Arrascaeta teve sua melhor temporada pelo Flamengo, com 25 gols e 20 assistências em 64 jogos. No ano atual, o uruguaio soma oito bolas na rede e cinco passes para gol em 33 partidas. Apesar da redução na participação ofensiva, o jogador mantém seu status no elenco rubro-negro.
Fisicamente, Arrascaeta tem conseguido estar à disposição com frequência em 2026. Ele sofreu uma fratura na clavícula em abril e, depois, teve uma lesão muscular enquanto defendia a seleção uruguaia antes da Copa do Mundo. Nos últimos dez jogos, foi titular até na altitude de Quito e só começou no banco em dois compromissos de menor exigência contra o Mirassol.
O meia, porém, foi substituído em todas as oportunidades e completou apenas três partidas no ano. A última aconteceu contra o Internacional, em julho. No período mais recente, marcou somente diante do Cruzeiro, pela Libertadores, além de ter dado três assistências.
Queda no ritmo de gols
Os números do SofaScore mostram a diferença no aproveitamento de Arrascaeta no Brasileirão. No ano passado, ele precisava de 132 minutos para marcar. Na temporada atual, o intervalo subiu para 436 minutos.
Contra o Corinthians, o uruguaio teve duas oportunidades ao entrar na área, mas não levou perigo e deixou o campo logo depois de o Flamengo sofrer o empate. Para Jardim, o problema está na finalização, não na utilização do jogador.
“Sabemos que precisamos dele fresco, porque é um jogador de refino técnico e decisão”, disse o treinador. Jardim também afirmou que os gols estão mais repartidos neste ano e que acredita que eles voltarão a aparecer.
O protagonismo ofensivo do Flamengo tem ficado com Samuel Lino, apontado como o melhor jogador da temporada até aqui, e Pedro, artilheiro da equipe com 24 gols. Arrascaeta terá de buscar uma reação na reta final do calendário.



