Leandro Castán vê o Corinthians preparado para competir nos torneios eliminatórios e atribui parte da evolução ao trabalho de Fernando Diniz. O ex-zagueiro também destacou o espaço para jogadores formados nas categorias de base e afirmou que a equipe tem boas chances de avançar diante do Estudiantes, pelas quartas de final da Copa Libertadores.
Para Castán, o comportamento corinthiano muda quando o time disputa copas. Ele citou as campanhas na Copa do Brasil, na Sul-Americana e na Libertadores, em contraste com o desempenho no Campeonato Brasileiro. Na avaliação do ex-defensor, o clube está se tornando uma equipe copeira e pode buscar o bicampeonato continental.
“Tem feito grandes jogos. Contra o Estudiantes eu acredito que tem muita chance de passar”, afirmou Castán.
Diniz e a formação de jogadores
O ex-zagueiro elogiou a capacidade de Diniz de se adaptar às características do elenco. Os dois trabalharam juntos no Vasco, e Castán considera que o treinador continua competitivo mesmo tendo alterado seu estilo de jogo ao longo do tempo.
Castán também aprovou a utilização de atletas da base, especialmente diante dos problemas financeiros do Corinthians. Em 2025, ele fez estágio com Laruccia, então técnico do Sub-17, e acompanhou Iago Machado antes da estreia do jogador no profissional. O ex-defensor ainda ressaltou a importância de Yuri para a equipe e disse esperar o retorno do atacante.
Na análise sobre a formação tática, Castán afirmou que a estrutura inicial é menos importante do que a maneira como o treinador movimenta os jogadores dentro dela. Para ele, o trabalho de Diniz está justamente na utilização das peças disponíveis.
A passagem dos dois pelo Vasco também foi lembrada por Castán como um período marcante. Já perto do fim da carreira e após uma cirurgia, o ex-zagueiro chegou a pensar em parar de jogar. Segundo ele, Diniz contribuiu para que voltasse a aproveitar a rotina dentro de campo.
Memórias da campanha de 2012
Antes de comentar o Corinthians atual, Castán recordou o confronto contra o Vasco nas quartas de final da Libertadores de 2012. O duelo teve chuva intensa, lama e condições difíceis para o desenvolvimento da partida. Depois do empate sem gols no primeiro jogo, o Corinthians suportou a pressão na volta e avançou.
A classificação ficou marcada pela defesa de Cássio diante de Diego Souza, nos minutos finais. Na sequência, Nilton acertou o travessão, em dois lances que reforçaram no elenco a confiança de que a campanha poderia terminar com o título.
Castán destacou a união do grupo comandado por Tite e a preparação emocional conduzida pelo treinador. O zagueiro afirmou que havia um acordo interno para que ninguém fosse transformado em vilão e que os jogadores corressem uns pelos outros.
A conquista continental encerrou o ciclo de Castán no Corinthians. O defensor deixou o clube depois da final e foi para a Roma, da Itália, decisão que fazia parte do planejamento de sua carreira. Ele contou que recebeu proposta de um time da Rússia, mas Tite pediu que esperasse até o fim da Libertadores.
Na Roma, Castán sentiu tontura durante um treino e passou por exames. O diagnóstico foi de um cavernoma, uma malformação vascular do sistema nervoso central. O zagueiro precisou retirar um tumor do cérebro e, posteriormente, ficou dois anos doente.
Trajetória no Corinthians
Castán chegou ao clube em 2010 e começou sua primeira temporada como reserva. A saída do capitão William abriu espaço para que assumisse a titularidade. No ano seguinte, teve papel de destaque na campanha do título do Campeonato Brasileiro e foi eleito o melhor defensor da competição.
Em 2012, manteve o alto nível e participou da conquista inédita da Libertadores pelo Corinthians. As atuações no torneio renderam convocação para a Seleção Brasileira e chamaram a atenção do futebol europeu. Depois de se transferir para a Roma, o zagueiro também ganhou destaque no clube italiano.



