RIO DE JANEIRO — A letalidade violenta cresceu 47% no Estado do Rio entre janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período de 2025. O índice somou 2.796 vítimas em homicídios dolosos, alta de 48%, enquanto feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes em confronto também aumentaram.
No recorte mensal, porém, o cenário foi diferente. Em agosto, os homicídios dolosos caíram 7,9%, passando de 241 vítimas no mesmo mês de 2025 para 222. As mortes em confronto subiram 50%: foram 66 vítimas no mês passado, contra 44 em agosto de 2025. Esse resultado contribuiu para o avanço de 3% da letalidade violenta, que registrou 305 vítimas em agosto.
O indicador reúne homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e morte por intervenção de agente do Estado. No acumulado do ano, os feminicídios cresceram 86%, os latrocínios, 60%, as lesões corporais seguidas de morte, 35%, e as mortes em confronto, 38%.
Roubos também sobem no acumulado
Os roubos de celular tiveram queda de 21% em agosto, com 1.677 ocorrências. De janeiro a agosto, no entanto, houve alta de 29%, chegando a 22.710 casos. O número foi o maior da série histórica iniciada em 2003 e correspondeu a uma média de 94 ocorrências por dia.
Os roubos de veículo recuaram 18% em agosto, totalizando 1.484 registros. No acumulado dos oito primeiros meses, o índice subiu 61%, com 24.647 veículos roubados. No mesmo período de 2025, foram 15.340.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).




