Chicão encerrou sua passagem pelo Corinthians após a mudança na presidência interina e afirmou que não pretende voltar a trabalhar no clube. O ex-zagueiro foi demitido da função de coordenador de transição das categorias de base depois da destituição de Augusto Melo e da chegada de Osmar Stabile ao comando interino.
O cargo foi exercido entre o início de 2024 e junho do ano passado. A função de Chicão era aproximar os jogadores formados nas categorias de base do elenco profissional. Em entrevista ao programa Tabelando, do Meu Timão, ele declarou: “Eu não tenho vontade nenhuma de voltar a trabalhar lá (no Corinthians)”.
Apesar da decisão, o ex-jogador disse que continua torcendo pela instituição, independentemente de quem esteja no poder. Chicão também afirmou que não se envolveu com a política do clube e que sua contratação ocorreu durante o mandato de Augusto Melo, sem que isso significasse apoio ao ex-presidente.
Processo contra o clube
Chicão relembrou ainda a ação movida contra o Corinthians em 2014 para cobrar direitos de arena, referentes a uma parcela das receitas de transmissão repassada aos atletas. Em 2024, a Justiça determinou que o Timão pagasse R$ 452 mil ao ex-zagueiro.
Segundo Chicão, o processo foi retirado quando ele retornou ao clube. A decisão, explicou, teve como objetivo ajudar a instituição em um período de dificuldade econômica. Ele também afirmou que deixou clara sua função e que respeitava opiniões diferentes das suas.
Números e títulos
Chicão defendeu o Corinthians entre 2008 e 2013 e disputou 247 partidas. Foram 140 vitórias, 66 empates e 41 derrotas, com aproveitamento de 65.6% dos pontos. O ex-zagueiro marcou 42 gols e deu 7 assistências, participando diretamente de 49 gols.
Pelo clube, conquistou 7 títulos. A lista inclui a Série B de 2008, o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil de 2009, o Brasileirão de 2011, a Libertadores e o Mundial de Clubes de 2012 e o Paulistão de 2013.




