Juliete Pantoja, candidata da UP ao governo do Rio, propõe que a construção de moradias tenha participação majoritária de mutirões, com suporte de profissionais capacitados. A ideia, segundo ela, é reduzir o espaço das grandes construtoras sem abrir mão do trabalho técnico nas obras.
A candidata afirma que o Estado poderia contratar pequenas empreiteiras para partes dos projetos, enquanto a maior parte da construção seria feita pela população organizada. Ela rejeitou a possibilidade de levantar casas sem orientação especializada e comparou esse cenário à história dos três porquinhos.
Imóveis abandonados
Militante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Juliete escolheu a Ocupação Luiza Mahin, instalada no antigo prédio do Inmetro, no Rio Comprido, para falar sobre habitação. Para ela, o local simboliza a mobilização de centenas de famílias e a ocupação de um imóvel abandonado, sem função social.
A candidata defende a requalificação desses espaços para transformá-los em moradias. Entre as primeiras medidas que pretende adotar, citou o fim dos despejos e a regularização de imóveis federais, estaduais e municipais que já estejam ocupados.
Juliete também criticou o modelo de expansão conduzido por grandes construtoras, argumentando que ele prioriza lucros. Na avaliação dela, existem alternativas para construir casas com participação popular e contratação de empresas menores.
Participação feminina
Única mulher na disputa pelo governo do Rio, Juliete disse que a presença feminina na política exige luta, organização e um ambiente em que as mulheres possam se desenvolver. Ela afirmou ter orgulho de ter ajudado a fundar um partido cujo alto escalão é formado por 50% de mulheres.
A candidata declarou ainda que está preparada para assumir o governo e criticou os governos das últimas quase 40 anos, período em que, segundo ela, apenas a administração de Brizola teve avanços sociais.
Na segurança pública, Juliete defende mudanças nos critérios de seleção da Polícia Militar. Ela afirmou que o modelo atual se baseia na repressão e na busca por um inimigo interno entre moradores de favelas.



