Niterói, Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,20 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 183.477 -0,00% Niterói 22°C 21° / 28°
Brasil

Carlos Jordy defende proibição das bets em debate ao Senado pelo Rio

Candidato do PL pediu o fim das apostas e dos jogos de azar, enquanto integrantes do partido apoiaram mudanças que reduziram a tributação do setor.

Em debate, Carlos Jordy pede fim das bets, apesar de ter votado para liberá-las de taxação

Durante debate entre candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro, Carlos Jordy (PL) defendeu a proibição das bets e dos jogos de azar no país. A posição foi apresentada nesta terça-feira (22), em contraste com a atuação recente de parlamentares do próprio partido no Congresso.

Integrantes do PL participaram de articulações para reduzir os impostos cobrados das casas de apostas e apoiaram medidas que dificultaram a aprovação de regras fiscais para o setor. Em outubro de 2025, uma dessas medidas saiu da pauta por 251 votos a 193 e perdeu a validade sem ser votada. Com isso, não foi mantido o aumento da tributação previsto pelo governo, com frustração de receitas públicas estimada em mais de R$ 30 bilhões.

Participaram do debate Marcelo Crivella (Republicanos), Marcos Dias (Podemos) e Pedro Paulo (PSD). Os candidatos discutiram trabalho e emprego, emendas parlamentares, segurança pública, saúde e ciência e tecnologia.

Propostas apresentadas

Pedro Paulo propôs trocar a escala 6×1 pela 5×2 e criar proteção social para trabalhadores de aplicativos, com previdência por meio do cadastro de microempreendedor individual e seguros contra acidentes. Jordy defendeu benefícios fiscais para empresas que qualificarem jovens desempregados.

Crivella associou a geração de empregos à revisão dos critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Na avaliação dele, o Rio de Janeiro é prejudicado pelo cálculo baseado na renda per capita, devido à desigualdade no estado. Marcos Dias criticou o uso de programas sociais como forma de dependência eleitoral e pediu mais rigor na concessão de incentivos e renúncias fiscais.

Os quatro candidatos defenderam o fim da chamada Emenda Pix. Crivella, porém, apoiou a regulamentação do modelo e criticou a burocracia para liberar os recursos. Jordy, que defendeu as emendas, disse que elas deveriam poder financiar blindados, armamentos e equipamentos para exames itinerantes no interior do estado.

Pedro Paulo propôs uma emenda constitucional sobre transparência orçamentária e defendeu que os recursos fossem distribuídos de forma equilibrada entre os 92 municípios fluminenses. Marcos Dias, por sua vez, criticou o volume de emendas sem controle adequado e cobrou critérios mais rígidos para a aplicação do dinheiro.

Na educação, Jordy e Crivella elogiaram a produção acadêmica nas engenharias, mas criticaram o que consideram um viés ideológico à esquerda. Crivella defendeu punições para greves, fiscalização das opiniões dos professores e mudança no processo de escolha de reitores.

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que 75% dos professores da educação básica temem sofrer consequências profissionais se suas decisões contrariarem interesses políticos. Às 13h, haverá uma nova rodada de debates com Waguinho (Republicanos), Carlos Portinho (PL), Benedita da Silva (PT) e Mônica Benício (PSOL).

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.