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Conselho do São Paulo aprova Ticketmaster e abre caminho para mudanças no sócio-torcedor

Acordo prevê R$ 140 milhões em antecipação e aluguel de camarote; diretoria espera regularizar salários e direitos de imagem do elenco.

Conselho do São Paulo aprova Ticketmaster e abre caminho para mudanças no sócio-torcedor
Foto: Fábio Vieira/Estadão

A gestão do São Paulo poderá alterar a operação do programa de sócio-torcedor e da bilheteria do MorumBis após o Conselho Deliberativo aprovar o contrato com a Ticketmaster. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 30, com 184 votos favoráveis, 44 contrários e uma abstenção.

O acordo prevê R$ 140 milhões para o caixa do clube, em valores relacionados à antecipação de receitas e ao aluguel de um camarote. A diretoria considera o contrato essencial diante dos atrasos de salários e direitos de imagem. A expectativa é destinar parte dos recursos ao pagamento dessas pendências com os jogadores.

Contestação durante o processo

A aprovação ocorreu após questionamentos da NewC, empresa que também demonstrou interesse em administrar a bilheteria do MorumBis. A concorrente encaminhou contestações a Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, depois de o Conselho de Administração aprovar o contrato com a Ticketmaster.

A NewC questionou a falta de respostas da diretoria do São Paulo, o uso de informações desatualizadas e a aplicação dos critérios técnicos. A empresa afirmou ainda que sua proposta poderia alcançar R$ 500 milhões em adiantamento.

Uma comissão foi formada para examinar o contrato. O grupo não encontrou elementos suficientes para apontar fraude ou favorecimento deliberado, mas registrou “fragilidades” e “inconsistências” na condução do processo. Mesmo com essas ressalvas, o parecer foi favorável à Ticketmaster, considerada a proposta mais vantajosa entre as analisadas.

O contrato aprovado prevê que a empresa opere a bilheteria do MorumBis e participe da gestão do programa de sócio-torcedor. A votação no Conselho Deliberativo foi viabilizada após um entendimento entre Harry Massis e Olten sobre a inclusão do tema na pauta e a definição de uma data para análise.

Rescisão com a FENG

O Conselho Deliberativo também aprovou a rescisão do contrato com a FENG e a entrada da Ticketmaster na administração do programa de sócio-torcedor. Foram 152 votos favoráveis, 73 contrários e quatro abstenções.

A FENG afirma que seu direito de preferência foi desrespeitado. O São Paulo sustenta que a cláusula vale apenas para uma eventual renovação. Érica Duarte, diretora jurídica do clube, disse que o acordo permite o encerramento antecipado por qualquer uma das partes, com aviso prévio de 180 dias.

Durante esse intervalo, a FENG seguirá responsável pelo programa e manterá a exclusividade prevista no contrato. Érica também rejeitou a possibilidade de uma cobrança de R$ 40 milhões. Segundo ela, a consequência econômica corresponde a 15% da receita bruta arrecadada pelo programa nesse período.

Com base na arrecadação dos últimos seis meses, o São Paulo calcula o valor em aproximadamente R$ 3,7 milhões. A quantia ainda pode variar conforme o desempenho do programa ao longo dos 180 dias de aviso prévio.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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