O processo contra o Manchester City pode alcançar mais do que a pontuação do clube na temporada. As consequências em análise incluem retirada de títulos, rebaixamento e até exclusão da liga inglesa por tempo indeterminado. A disputa também pode afetar a Champions League de 2023.
Uma comissão independente da Liga acusa o time de 114 violações às regras financeiras do futebol inglês. Entre os pontos investigados estão supostas manobras para driblar o fair play financeiro e a omissão de informações sobre receitas.
Receitas e contratos sob análise
A investigação envolve os chamados “sham contracts”, ou contratos de farsa. Eles teriam sido utilizados pelo clube durante nove temporadas, de 2009 a 2018, para impulsionar irregularmente mais de 900 milhões de libras em receitas diretas do Abu Dhabi United Group Investment & Development Ltd, conhecido como ADUG.
A acusação sustenta que esses valores não vieram de patrocínios regulados pela Premier League. Os contratos com parceiros teriam criado uma forma artificial e proibida de legalizar recursos enviados diretamente dos Emirados Árabes. Esse dinheiro teria ajudado a formar e manter grandes elencos.
O caso também é relacionado às regras da UEFA. Por isso, além das possíveis sanções no futebol inglês, a punição poderia atingir a conquista da Champions League de 2023.
Impacto para o futebol inglês
As alternativas avaliadas vão desde uma perda significativa de pontos, com possibilidade de rebaixamento, até o descenso automático para uma divisão inferior ou a queda para a última divisão inglesa. Também está em discussão a retirada oficial de troféus das galerias e dos registros históricos do clube.
O Manchester City foi comprado em 2008 pela autoridade esportiva de Abu Dhabi. Desde então, o clube acumulou conquistas que agora podem ser alcançadas pelo processo, caso as acusações sejam confirmadas.
A decisão terá efeito sobre o clube e sua torcida, mas também sobre o futebol inglês. O caso recoloca em debate o custo de investimentos no futebol e a responsabilidade de dirigentes e proprietários na condução das instituições.



