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Oito jogadores da Série A ficam fora do limite de estrangeiros da CBF

Atletas nasceram no Brasil ou obtiveram cidadania brasileira e não ocuparão vagas destinadas a estrangeiros a partir de 2027.

Oito jogadores da Série A ficam fora do limite de estrangeiros da CBF
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

A nova regra da CBF para jogadores estrangeiros não vai atingir oito atletas de clubes da Série A. Eles têm vínculos com o Brasil por terem nascido no país ou por terem obtido a cidadania brasileira e, por isso, não serão contabilizados no limite de estrangeiros.

A lista reúne Maurício, do Palmeiras; Carlos Coronel e Rafael Tolói, do São Paulo; João Costa, do Cruzeiro; Jorginho, do Flamengo; Matheus Reis, do Fluminense; Niclas Eliasson, do Internacional; e Kannemann, do Grêmio.

Atualmente, cada equipe pode relacionar até nove estrangeiros por partida. A partir do próximo ano, o limite cairá para oito e será reduzido em uma vaga por temporada até chegar a cinco em 2030.

Jogadores nascidos no Brasil

Jorginho nasceu em Imbituba, em Santa Catarina, e deixou o país ainda nas categorias de base para jogar no Hellas Verona. O meio-campista construiu a carreira na Itália, passou por Napoli, Chelsea e Arsenal, obteve a cidadania italiana e defendeu a seleção do país europeu. Mesmo assim, é considerado brasileiro pela CBF por ter nascido no Brasil. O jogador voltou ao país para atuar pelo Flamengo em 2025.

Maurício nasceu em São Paulo e tem avó paterna paraguaia. O meia obteve a cidadania do Paraguai em fevereiro de 2026 e disputou a Copa do Mundo pela seleção paraguaia, mas continua fora da conta de estrangeiros do Palmeiras por ser brasileiro de nascimento.

Rafael Tolói nasceu em Glória D’Oeste, no Mato Grosso, e foi formado pelo Goiás. Após jogar pelo São Paulo, defendeu Roma e Atalanta. Em 2021, conseguiu a cidadania italiana e foi autorizado pela Fifa a atuar pela seleção do país. A dupla nacionalidade, porém, não altera sua condição de brasileiro na regra da CBF.

Carlos Coronel nasceu em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e cresceu em Porto Murtinho. Filho de pai brasileiro e mãe paraguaia, desenvolveu a carreira fora do país e passou por clubes da Áustria e dos Estados Unidos. Embora defenda o Paraguai, o goleiro não ocupa vaga de estrangeiro no São Paulo.

João Costa nasceu em Umuarama, no Paraná. O atacante passou pelas categorias de base de Palmeiras e Corinthians antes de seguir para a Roma. Com ascendência portuguesa, obteve a cidadania do país europeu e defendeu Portugal na base, mas mantém a nacionalidade brasileira e não entra na contagem do Cruzeiro.

Naturalizados brasileiros

Matheus Reis nasceu na Cidade do México e chegou ao Fluminense aos dez anos. Formado em Xerém, passou pelas categorias de base e alcançou o time profissional em 2026. Naturalizado brasileiro, também esteve nas seleções de formação do México e foi campeão do Sul-Americano Sub-17 em 2023.

Niclas Eliasson nasceu em Varberg, na Suécia, e passou por clubes suecos, pelo Bristol City, da Inglaterra, pelo Nîmes, da França, e pelo AEK, da Grécia. Filho de mãe brasileira, possui nacionalidade brasileira e chegou ao Internacional em 2026 como atleta sueco-brasileiro.

Kannemann é o único dos oito que fez o caminho inverso. Nascido em Concepción del Uruguay, na Argentina, o zagueiro chegou ao Grêmio em 2016. O processo de naturalização brasileira foi iniciado em 2024 e oficializado em março de 2026. Com isso, ele deixou de ocupar uma vaga destinada a estrangeiros no elenco gremista.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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