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Clubes brasileiros aprovam queda no limite de estrangeiros até 2030

Número de atletas de fora do país por partida cairá de nove para cinco, com justificativa de ampliar espaço para jogadores da base.

Clubes brasileiros aprovam queda no limite de estrangeiros até 2030
Foto: Jorge Guerrero/AFP

Clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram, na segunda-feira, 21, a redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida em competições da CBF. A quantidade permitida cairá dos atuais nove para cinco até 2030.

A medida foi apresentada com o objetivo de abrir espaço para jogadores formados nas categorias de base. A decisão contrasta com regras de algumas das principais ligas europeias, que adotam outros mecanismos para estimular a formação local ou controlam a inscrição de atletas extracomunitários.

O limite brasileiro passou por aumentos sucessivos na última década. Até 2013, cada equipe podia utilizar três atletas estrangeiros por jogo. A marca subiu para cinco no ano seguinte e permaneceu assim até 2022. Em 2023, passou a ser de sete jogadores e chegou a nove em 2024.

Como funcionam as regras na Europa

Na Premier League, não existe limite de estrangeiros na escalação. A competição permite que cada clube registre 17 jogadores de fora da Inglaterra entre as 25 vagas da lista principal. As outras oito posições devem ser ocupadas por atletas considerados “homegrowns”, formados por clubes da Inglaterra ou do País de Gales durante pelo menos três anos antes dos 21 anos de idade, independentemente da nacionalidade.

Jogadores com 21 anos ou menos não entram no limite de 25 atletas do elenco principal e podem ser utilizados livremente. Assim, um treinador pode escalar uma equipe inteira de estrangeiros.

Na La Liga, cada clube pode inscrever e relacionar no máximo três atletas de fora da União Europeia. Há exceções para jogadores nascidos em países abrangidos pelo Acordo de Cotonu, parceria comercial da União Europeia com nações da África, do Caribe e do Pacífico.

A Bundesliga também não limita estrangeiros na súmula. Para registrar o elenco no início da temporada, porém, os clubes precisam comprovar a presença de pelo menos 12 jogadores de nacionalidade alemã e oito formados no país. Quatro desses atletas devem ter sido revelados pelo próprio time.

Na Serie A italiana, o controle ocorre na janela de transferências: cada clube pode inscrever no máximo dois novos jogadores extracomunitários por temporada. Para validar um elenco principal de 25 nomes, são exigidos quatro atletas formados nas categorias de base do próprio clube e outros quatro desenvolvidos em qualquer equipe italiana.

A Ligue 1 limita a quatro os jogadores extracomunitários registrados no elenco principal. As isenções do Acordo de Cotonu fazem com que a regra atinja principalmente atletas da América do Norte, da América do Sul e da Ásia sem cidadania europeia. A competição francesa não exige jogadores formados na base entre os inscritos.

Justificativa da CBF

A CBF defende a mudança com base na média de idade de 28,5 anos do futebol brasileiro e na participação de atletas sub-23 na Série A. Segundo a entidade, esse grupo disputou 13,8% dos minutos do campeonato, abaixo dos índices registrados na França, com 38%; na Inglaterra, com 32%; na Espanha, com 31%; na Alemanha, com 28%; e na Itália, com 28%.

A entidade também afirma que o Brasileirão apresenta menor volume de corridas em alta velocidade, entre 20 e 25 km/h, e de sprints, acima de 25 km/h, na comparação com as principais ligas europeias. O estudo aponta desempenho superior de jogadores entre 18 e 24 anos nessas métricas de intensidade, faixa etária que, conforme a CBF, vem perdendo espaço no futebol brasileiro.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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