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Jair Ventura vê espaço para cinco estrangeiros por escalação no Brasileirão

Treinador do Vitória considera gradual a redução do limite e defende mais oportunidades para jovens atletas brasileiros.

Jair Ventura vê espaço para cinco estrangeiros por escalação no Brasileirão

Jair Ventura considera que o futebol brasileiro pode reduzir gradualmente o número de estrangeiros em campo sem abrir mão da contribuição de profissionais de outros países. Para o treinador do Vitória, a mudança protege a formação nacional e amplia o espaço para jovens atletas.

A regra atual permite que nove estrangeiros atuem pelos clubes da Série A. O limite cairá para oito em 2027, sete em 2028 e seis em 2029, até chegar a cinco jogadores estrangeiros por escalação nos jogos do Campeonato Brasileiro, no ano da próxima Copa do Mundo.

Ventura rejeita a ideia de que a medida represente xenofobia ou reserva de mercado. “Não é, nunca poderá ser xenofobia, nem reserva de mercado”, afirmou. Na avaliação do treinador, o objetivo é evitar que atletas brasileiros percam espaço muito cedo para jogadores contratados do exterior.

A importância da troca

O técnico também ressaltou que a presença estrangeira pode ser fundamental para o desenvolvimento do futebol. Ele citou Béla Guttmann, campeão paulista pelo São Paulo em 1957, como um profissional que ajudou Vicente Feola a compreender o sistema 4-2-4 utilizado como base tática do Brasil campeão mundial na Suécia, em 1958.

A análise também menciona a trajetória do futebol italiano. Depois da restrição à contratação de estrangeiros, a Itália conquistou a Euro em dois anos e foi vice-campeã mundial em 1970. Mais tarde, com a abertura para outros atletas, nomes como Paulo Roberto Falcão, Platini, Maradona, Van Basten e Matthaus passaram pela Série A italiana.

Ventura ainda lembrou a Internazionale campeã da Europa em 2010, comandada por José Mourinho e com apenas seis atletas italianos no grupo, nenhum deles titular. Para ele, esses exemplos mostram que a troca com profissionais de fora pode enriquecer o futebol.

A defesa da redução, portanto, não significa eliminar estrangeiros. O treinador citou Arrascaeta e Gustavo Gómez como exemplos de jogadores que se identificaram com o futebol brasileiro e afirmou que atletas desse perfil continuam sendo bem-vindos. Ao mesmo tempo, sustentou que a base deve permanecer como caminho central para os clubes do país.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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