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Clubes discutem paralisação do Brasileirão após restrições às bets

Dirigentes articulam pressão sobre o governo, enquanto o Sinafut pede entrada em processo no STF contra a medida provisória.

Clubes discutem paralisação do Brasileirão após restrições às bets
Foto: Staff Images/CBF

Dirigentes de clubes brasileiros passaram a discutir a possibilidade de paralisar o Campeonato Brasileiro como forma de pressionar o governo federal contra a proibição das bets, principais patrocinadoras do futebol brasileiro na atualidade.

A articulação ganhou força na noite de segunda-feira, 28, em conversas por telefone e mensagens. O movimento também envolveu um boicote à reunião com integrantes do governo marcada para esta terça-feira, 29. O encontro acabou cancelado depois que boa parte dos presidentes avisou que não participaria.

Além da paralisação, os dirigentes tentaram envolver a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nas negociações. A entrada da entidade passou a ser considerada importante porque uma interrupção do Brasileirão afetaria o calendário nacional até dezembro.

Pedido no STF

Nesta terça-feira, o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para participar do processo aberto pelas bets. As empresas questionam a medida provisória que proibiu a atuação delas no país.

O Sinafut representa clubes e federações e tem forte influência da CBF. Por isso, alguns dirigentes interpretaram a iniciativa como uma entrada da confederação na discussão.

O boicote teve apoio inclusive do Corinthians, clube alinhado ao Planalto e que lidera as negociações por uma linha de crédito com juros baixos para o pagamento de dívidas. A equipe também mantém tratativas com a Caixa para quitar o financiamento da construção do estádio em Itaquera.

O cancelamento da reunião não encerrou o plano de ajuda baseado no novo modelo de empréstimo. Os clubes, porém, querem prazo para finalizar os contratos com as bets. Muitos ainda têm valores a receber em 2026 e dizem que o orçamento de 2027 também será afetado, porque a previsão financeira contava com esse dinheiro.

Para Fabio Wolff, uma proibição abrupta deixaria um “buraco” nas contas dos clubes e reduziria os investimentos das casas de apostas no esporte. “Vai ser um desastre”, afirmou o especialista.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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