TOWNSVILLE — A seleção brasileira apresentou evolução no segundo amistoso contra a Austrália, vencido por 4 a 2, depois do empate por 1 a 1. A mudança do 4-2-4 para o 4-3-3 fortaleceu o meio-campo e abriu espaço para novas opções no elenco de Carlo Ancelotti.
O primeiro jogo teve pouca movimentação entre os jogadores de meio-campo e ataque. Na partida seguinte, Bruno Guimarães ganhou liberdade para organizar as jogadas, enquanto Danilo passou a chegar mais à área. Gabriel Bontempo também teve participação importante na pressão sobre a defesa australiana.
Alisson segue como principal opção no gol
Os testes com Hugo Souza e Otávio não tiveram o resultado esperado. O goleiro do Corinthians mostrou insegurança ao sair da meta e ficou parado no gol de falta dos australianos. Otávio, do Cruzeiro, errou uma saída com os pés, falhou em um lance pelo alto e poderia ter feito mais no segundo gol sofrido pelo Brasil.
Pedro Morisco será titular contra a Índia no sábado, mas Alisson continua sendo a referência da comissão técnica. A intenção é contar com o goleiro do Liverpool como titular na Copa América de 2028, quando ele terá 35 anos. A possibilidade de o jogador disputar a Copa do Mundo de 2030 também é considerada.
Defesa ainda preocupa
Apesar da vitória, a seleção sofreu três gols nos dois amistosos. Dois saíram em bolas paradas, sendo um em cobrança de falta e outro em escanteio. O terceiro nasceu de uma jogada trabalhada na frente da área brasileira.
A equipe também voltou a sofrer com espaços para finalizações da entrada da área. A bola perdida no meio-campo que iniciou um dos gols australianos foi apontada como um problema semelhante ao lance que originou o gol do Japão. A defesa aérea também exigiu atenção, já que a Austrália criou perigo em escanteios mesmo sem grandes cabeceadores.
Raphinha ganha nova função
Raphinha teve dificuldade para encontrar espaços ao lado de Vini Jr. no primeiro confronto. No segundo, Ancelotti o posicionou como falso 9, função em que o jogador atua no Barcelona, centralizado e com liberdade para circular.
A mudança permitiu que Raphinha aparecesse dos dois lados do campo, abrisse espaço para os pontas e recebesse lançamentos nas costas da defesa. Diante da dificuldade para encontrar um centroavante, a função passou a ser uma alternativa para a seleção.
Renovação apresenta opções
A comissão técnica aproveitou a Data Fifa para observar novos jogadores, e vários deles tiveram desempenho suficiente para seguir nas convocações. Mauro Júnior atuou de forma correta na lateral esquerda, enquanto Jair Cunha superou o nervosismo do primeiro jogo e mostrou segurança na segunda partida.
Vanderson também foi bem na lateral direita e marcou um gol. Matheuzinho, do Corinthians, teve atuações corretas e pode voltar a ser considerado. Vitor Reis, Breno Bidon, Martinelli e Samuel Lino são outros nomes que ganharam espaço nas avaliações de Ancelotti.
A sequência diante da Austrália deixou dois sinais para o treinador: o meio-campo mais preenchido ajudou o time a funcionar melhor, enquanto o esquema com quatro atacantes pode ficar como alternativa para momentos específicos. A renovação, nas palavras de Ancelotti, indica que o Brasil tem futuro apesar das críticas.



