“Verity” chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (01) como uma adaptação do best-seller de Colleen Hoover dirigida por Michael Showalter. O filme acompanha Lowen Ashleigh, interpretada por Dakota Johnson, uma escritora em dificuldades que recebe a tarefa de continuar a famosa série de livros de Verity Crawford, vivida por Anne Hathaway.
Verity fica incapacitada para escrever depois de sofrer um acidente. Lowen aceita trabalhar como ghostwriter e passa um período na casa da autora, onde também vivem o marido dela, Jeremy Crawford, papel de Josh Hartnett. A rotina muda quando a escritora encontra um manuscrito autobiográfico que não deveria ter lido.
O conteúdo do documento altera a forma como Lowen observa a família. Embora Verity esteja aparentemente acamada e sem conseguir se comunicar, certos acontecimentos levam a personagem a desconfiar de sua real condição. A partir daí, o suspense passa a girar em torno da dificuldade de distinguir o que é verdade, invenção ou manipulação.
Dakota Johnson interpreta Lowen de maneira contida, acompanhando a transformação da personagem principalmente pelo olhar. Anne Hathaway alterna fragilidade e uma presença inquietante como Verity, enquanto Josh Hartnett mantém Jeremy envolto em mistério. O trio concentra boa parte da tensão do longa.
A direção de Michael Showalter prioriza o desconforto gradual em vez de sustos convencionais. A casa dos Crawford também muda de significado ao longo da história: o ambiente, inicialmente sofisticado, se torna menos acolhedor conforme Lowen avança nas descobertas. A fotografia reforça esse contraste com tons terrosos, vinho e vermelho nas cenas de intimidade, além de sombras e espaços frios nos momentos de maior tensão.
O roteiro distribui as revelações para fazer o público rever suas próprias interpretações. Ao mesmo tempo, o filme combina thriller psicológico, romance, drama familiar e suspense erótico, o que provoca oscilações de ritmo. Quando a investigação de Lowen e os conflitos da família dominam a narrativa, a tensão ganha espaço. Ainda assim, o suspense permanece como o principal elemento de “Verity” e sustenta o interesse até os créditos finais.



