RIO DE JANEIRO — Thiago Soares retorna ao Rio com Carmem, em cartaz de 16 a 19 de setembro, no Teatro Multiplan. A montagem também marca o esforço do bailarino para aproximar diferentes públicos de uma obra clássica, especialmente quem ainda vê o balé como uma linguagem distante.
Antes de alcançar reconhecimento internacional, Thiago encontrou nas danças urbanas, no Rio de Janeiro, uma forma de expressão que transformou sua trajetória. A experiência despertou nele uma sensação de pertencimento que, segundo o artista, continua presente.
“A dança foi uma grande paixão assim que eu tive acesso a ela”, afirmou. Para Thiago, o contato inicial revelou uma linguagem própria e definiu o caminho que seguiria na carreira.
A relação com o público brasileiro também ocupa um lugar especial em seu trabalho. Depois de se apresentar em diferentes países, o bailarino identifica uma proximidade cultural específica quando atua no Brasil. “Eu acho que quando o artista brasileiro dialoga aqui no Brasil, ele está tendo uma conversa dentro de casa”, disse.
Uma porta de entrada para o balé
Thiago avalia que a circulação da dança por diferentes espaços e formatos ampliou o acesso à arte. Companhias passaram a dialogar com públicos variados por meio da cinematografia, dos livros, das escolas e de projetos sociais e públicos.
Nesse cenário, Carmem pode ser uma oportunidade para quem ainda não teve contato com a obra. A montagem, de acordo com o bailarino, convida o público a conhecer ou revisitar um clássico.
Além de seguir no palco, Thiago acompanha a formação de novos profissionais à frente da Cia de Dança Thiago Soares. Na escolha dos artistas, ele afirma que não considera apenas a técnica ou as habilidades mais evidentes.
O bailarino procura descobrir as pessoas por trás da performance, incluindo as histórias, as dores, os sonhos e as nuances de cada trajetória. Para ele, esses elementos ajudam a construir personagens e são parte do que define um grande artista.



