Clarice Cardoso, mãe de Ágatha Isabelly, seis anos, e Allan Michael, quatro anos, informou que novas operações e diligências estão em andamento para localizar os dois filhos. As crianças desapareceram em Bacabal, no Maranhão, junto do primo Anderson Kauã, oito anos, em 4 de janeiro deste ano.
Os três brincavam perto de casa quando sumiram. Após três dias, Anderson foi encontrado em uma floresta, desidratado e com bastante perda de peso. Ele passou alguns dias hospitalizado, se recuperou e voltou para a família.
Família mantém silêncio durante operação
Em nota divulgada na última quarta-feira (30), Clarice explicou que decidiu não comentar publicamente cada etapa das buscas para não atrapalhar as ações em andamento. A mãe afirmou que a família acompanha as movimentações e trabalha nos bastidores com cautela.
“Foi uma decisão consciente, estratégica e necessária para não atrapalhar o trabalho que está sendo desenvolvido”, disse Clarice na nota, que também pediu compreensão, cautela e respeito ao trabalho realizado. Ela afirmou ainda que familiares, amigos e a sociedade aguardam respostas e que a família também deseja esclarecer o caso.
Clarice já havia relatado à polícia que Anderson teria dito que um homem levou Ágatha e Allan. Segundo ela, as informações foram repassadas às autoridades, mas não teriam sido consideradas.
Depois da nota, a mãe compartilhou uma frase sobre fé e transformação nas redes sociais.
Advogada busca apoio internacional
A advogada Nathaly Moraes afirmou, há uma semana, que adotou medidas para levar as buscas a organismos internacionais. Ela informou que uma medida cautelar foi encaminhada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos e protocolada em 17 de setembro, com o objetivo de pedir que a investigação também passe por órgãos internacionais.
A defesa também apresentou um requerimento à ONU e aos países que compõem a BRICS. Nathaly justificou a iniciativa dizendo que o tráfico humano existe e que, por isso, o caso deve alcançar outros organismos e países.



