Cientistas instalaram um sistema de inteligência artificial na Reserva Florestal de Taboga, na Costa Rica, para observar as habilidades cognitivas de macacos-prego. Poucos dias depois, alguns animais já haviam aprendido a interagir com o equipamento e receber recompensas alimentares.
Chamado CapuchinAi, o projeto combina uma tela sensível ao toque com um software de reconhecimento facial. Ao identificar um macaco, o sistema apresenta uma tarefa cognitiva. Se a resposta estiver correta, a máquina libera automaticamente um alimento, como um pedaço de banana.
A equipe da Universidade Emory esperava que os primatas demonstrassem curiosidade, mas não previa uma adaptação tão rápida à tecnologia. A instalação permitiu observar os animais se aproximando voluntariamente do dispositivo, testando suas funções e associando a tela à recompensa.
Pesquisa sobre cognição animal
Os testes foram desenvolvidos para ajudar os pesquisadores a estudar o desenvolvimento cognitivo e o envelhecimento de animais selvagens. O professor assistente Benítez, da Universidade Emory, destacou a velocidade da adaptação dos macacos ao sistema.
“Fiquei surpreso com a rapidez com que muitos dos macacos se adaptaram à tecnologia”, afirmou Benítez. Ele também disse que a reação dos animais reforçou a percepção de primatologistas de campo sobre a capacidade dos macacos-prego de explorar novos objetos e desafios.
O sistema permite que cada indivíduo seja reconhecido facialmente antes de realizar as atividades propostas, vinculando o desempenho à entrega do alimento.



