A morte de Isabelle Caracristi, de 22 anos, voltou a ser cercada por novos elementos após a descoberta de um processo cível e a divulgação de áudios atribuídos à jovem. Isabelle morreu em 13 de setembro, depois de cair de um prédio de luxo em Fortaleza. Ela morava no local com o namorado, João Munhoz Neto, de 34 anos, a mãe e o irmão dele.
As investigações concluíram que Isabelle se jogou do prédio e não foi empurrada. João está detido desde terça-feira da semana passada (22), suspeito de violência psicológica contra a namorada e de induzi-la a atentar contra a própria vida. O caso ainda é investigado.
Ação na Justiça do Rio Grande do Sul
O processo cível tramita na Justiça do Rio Grande do Sul e foi apresentado em junho de 2025. A autora afirma ter sofrido prejuízos financeiros após fazer transações para Isabelle, com a promessa de obter lucro. Segundo a ação, os pagamentos foram realizados em 27 e 28 de agosto de 2024.
Ainda de acordo com o processo, Isabelle teria pedido um empréstimo em janeiro de 2025, que não teria sido devolvido. A autora também relatou que recebeu justificativas sobre dificuldades para retirar o dinheiro quando tentou cobrar respostas. Depois, afirmou ter sido bloqueada.
Nos áudios relacionados ao processo, Isabelle tenta convencer a mulher a enviar dinheiro para jogos online. Ela afirma que conhecia os esquemas e que poderia fazer a operação para gerar ganhos. Em uma das gravações, promete que a mulher poderia alcançar 5 mil reais no primeiro mês e diz que ainda havia mais de 20 dias no mês.
Isabelle também afirmou que lidava com jogos desde os 17 anos e que, aos 18/19 anos, teria chegado a ganhar 30 mil reais por mês. Em outro trecho, pediu 80 reais para comprar medicação. Ela disse estar morando sozinha, sem contato com a mãe, e relatou ter tido dois desmaios no dia anterior.
Manifestação da mãe
Após a repercussão do processo, Isorlanda Caracristi se manifestou por meio das advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana. A defesa afirmou que informações distorcidas e comentários ofensivos publicados nas redes sociais estão sendo registrados e catalogados.
As advogadas disseram que medidas judiciais nas áreas cível e criminal estão em andamento, incluindo ações para responsabilizar plataformas digitais e identificar os envolvidos. “Reafirmamos nosso compromisso com transparência e com a busca da justiça pelos meios legais”, diz a nota.
A manifestação também repudiou julgamentos precipitados e discursos de ódio no ambiente virtual. Recentemente, foi revelado ainda que Isabelle deixou um texto de despedida para a mãe e o irmão caçula pouco antes de morrer.



