BALNEÁRIO CAMBORIÚ — A cerca de 15 dias das eleições, Renan Santos (Missão) pediu aos apoiadores em Santa Catarina uma mobilização para tentar mudar o cenário da disputa presidencial. Em comício realizado neste domingo, 20, o candidato afirmou que cada simpatizante deveria convencer 30 pessoas a votar nele.
Santos disse que a meta é alcançar eleitores que estariam sendo influenciados por informações falsas. Na mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na última quinta-feira (17), o candidato aparece com 3% das intenções de voto.
Durante o discurso, ele criticou os principais nomes da corrida presidencial e pediu que os eleitores não votassem em candidatos que classificou como ladrões, tanto à esquerda quanto à direita. “Não aceitem que o seu País, que a sua cidade e o seu estado sejam governados pelos bandidos que estão na lista telefônica do Daniel Vorcaro”, afirmou.
Críticas à direita e propostas para Santa Catarina
Em passagem pelo reduto bolsonarista catarinense, Renan Santos também atacou a estratégia de Flávio Bolsonaro (PL), que busca atrair votos de adversários da direita, entre eles o próprio candidato do Missão, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. A intenção de Flávio, conforme descrita por Santos, é ampliar suas chances de vencer a eleição no primeiro turno.
O candidato do Missão declarou acreditar que pode repetir viradas eleitorais atribuídas por ele a Santa Catarina e a Romeu Zema. Também afirmou que os dois líderes das pesquisas são, em sua avaliação, qualitativamente bandidos, independentemente do volume de recursos supostamente roubado.
Em Balneário Camboriú, Santos criticou a presença de Jair Renan na política local e questionou a atuação da bancada catarinense no Congresso. Ele disse que os governos de Bolsonaro e Lula deixaram o estado sem reforma, estrada e infraestrutura.
Depois do comício, o candidato apresentou uma proposta para a área. Segundo ele, o Pacto Federativo deve ser reorganizado para permitir maior direcionamento de recursos federais a Santa Catarina, com investimentos públicos combinados ao capital privado.
Santos afirmou que a primeira rodada de investimentos em infraestrutura priorizaria Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Goiás. Ele citou problemas logísticos nesses estados, apesar da alta atividade produtiva, e disse que Santa Catarina terá muita prioridade. Também mencionou que Carlos Moisés foi governador entre 2019 e 2023 e se referiu a Carlos Bolsonaro, candidato do PL ao Senado por Santa Catarina, como “Carluxo”.



