O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu, nesta terça-feira (22), o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O parlamentar afirmou que o Brasil precisa se mobilizar em defesa da soberania diante de medidas adotadas pelo governo de Donald Trump (EUA).
Em publicação na rede social X, Lindbergh disse que o país não deve aceitar interferência estrangeira, pressão tarifária, entrega de riquezas, privatização do Pix ou submissão às Big Techs. Também afirmou que minerais e terras raras pertencem ao povo brasileiro.
O deputado sustentou ainda que o governo Lula tem políticas para enfrentar o crime organizado. Para ele, a prioridade deve ser bloquear o fluxo de armas, dinheiro ilegal e operações de lavagem, além de responsabilizar integrantes de diferentes níveis da criminalidade.
Em 2026, os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O governo Trump também declarou que o Brasil não adota medidas suficientes contra a criminalidade.
No mesmo ano, os EUA impuseram duas tarifas ao Brasil: uma de 25% e outra de 12,5%. As classificações das facções e as medidas comerciais foram apresentadas como ações destinadas a estimular sanções contra o país.
Críticas e propostas sociais
Lindbergh relacionou as ações americanas à condenação de Jair Bolsonaro (PL) no inquérito da trama golpista. Ministros do Supremo Tribunal Federal condenaram o ex-presidente a 27 anos de prisão. O deputado também citou a aproximação brasileira com China, BRICS e Sul Global.
Ao comentar as políticas sociais do governo Lula, o parlamentar defendeu medidas para trabalhadores, incluindo emprego, salário, saúde, educação e proteção social. Também apoiou o fim da escala 6×1, com dois dias livres por semana.
Lindbergh afirmou que a disputa será decidida pelo povo no dia 4 de outubro, com temas como democracia, soberania, jornada, descanso, salário e direitos trabalhistas.
Denúncia ao TSE
A campanha de Lula apresentou uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para denunciar possível impulsionamento ilegal nas redes. O documento registra 1.826 publicações no Instagram feitas no formato “collab” em dez dias, alta de 271% em relação ao período anterior analisado.
Esse formato reúne dois ou mais perfis na mesma publicação e exibe o conteúdo simultaneamente nas contas participantes, ampliando sua circulação na plataforma.



