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Brasil

Lindbergh atribui taxa das blusinhas a emenda de deputado do PL

Deputado do PT afirmou que Lula não enviou projeto para cobrar imposto sobre compras internacionais de até US$ 50.

Lindbergh rebate Nikolas e diz que Lula não criou “taxa das blusinhas”

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) contestou a versão de Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre a origem da chamada taxa das blusinhas, encerrada pelo governo federal na 3ª feira (12.mai.2026). Em vídeo publicado nas redes sociais nesta 4ª feira (13.mai.2026), Lindbergh afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva e o governo não enviaram projeto para criar a cobrança.

Segundo o deputado do PT, o imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 surgiu de uma emenda apresentada por Joaquim Passarinho (PL). Lindbergh também citou o apoio de pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre elas o empresário Luciano Hang.

Nikolas havia ironizado a decisão do governo de encerrar a cobrança e atribuído a Lula a criação da medida. O deputado do PL chamou o fim do imposto de “o milagre do ano eleitoral” e afirmou que o presidente estaria empenhado para ganhar votos.

Divergência sobre a proposta

Passarinho negou ter defendido um imposto criado para penalizar o consumidor brasileiro. O deputado disse que sua posição era pela isonomia tributária entre o comércio nacional e as plataformas estrangeiras.

Na nota, Passarinho afirmou que as empresas brasileiras pagam impostos, geram empregos e mantêm negócios em funcionamento no país, enquanto concorrem com plataformas estrangeiras. Ele também declarou que defendia a redução de impostos para empresas brasileiras, sem aumentar o custo para os consumidores.

O deputado classificou como distorção transformar o debate em uma disputa partidária. Passarinho lembrou ainda que a Frente Parlamentar do Empreendedorismo, presidida por ele, tem como vice-presidente o deputado Zé Neto (PT).

Encerramento da cobrança

A taxa das blusinhas começou a valer em 1º de agosto de 2024 e incidia sobre compras internacionais de até US$ 50. A cobrança afetava operações em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

A assinatura da medida que encerrou o imposto federal ocorreu em reunião fechada no Palácio do Planalto, sem acesso da imprensa e fora da agenda oficial do presidente. De acordo com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, uma medida provisória será publicada em edição extra do Diário Oficial da União, acompanhada de uma portaria do Ministério da Fazenda.

O ICMS estadual sobre as importações continuará sendo cobrado. O governo afirmou que o encerramento do imposto federal foi possível após a ampliação da regulamentação do setor e do combate ao contrabando nos últimos anos.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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