O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de novos procedimentos nos autos relacionados ao Banco Master. Entre eles está a investigação sobre o financiamento de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, além de frentes que envolvem os senadores Ciro Nogueira e Jaques Wagner e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.
A decisão foi tomada nesta sexta-feira (11), depois de uma cobrança da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de uma ordem do presidente do STF, Edson Fachin. Na noite de quinta-feira (10), Mendonça havia liberado 15 procedimentos, mas a relação não incluía a PET 16.369, na qual tramita o caso do longa-metragem, nem outras apurações consideradas sensíveis.
A PGR apontou que parte relevante dos materiais ligados à operação Compliance Zero havia ficado fora da primeira lista. Com a nova decisão, o conjunto de autos passa a contemplar também essas frentes.
Investigação sobre o filme
A Polícia Federal indica que o senador Flávio Bolsonaro atuava como interlocutor de Daniel Vorcaro nas negociações para obter recursos destinados à produção cinematográfica. Os documentos mencionados na investigação registram uma operação financeira estimada em US$ 24 milhões.
Desse montante, US$ 12,3 milhões teriam sido repassados em sete parcelas ao fundo Havengate. A estrutura era administrada pelo advogado Paulo Calixto, descrito como próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A movimentação ocorreu a pedido de Vorcaro, conforme relato de Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. A delação dele foi homologada por Mendonça nesta semana.
Flávio Bolsonaro é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. A defesa do senador nega irregularidades e afirma que a captação para o filme teve natureza exclusivamente privada.
A abertura dos autos ocorre poucos dias antes da sessão plenária marcada para a próxima terça-feira (15), ampliando o alcance político das investigações relacionadas ao caso Banco Master.



