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Juíza aceita denúncia contra Marcius Melhem apesar de arquivamento anterior

Juliana Benevides marcou para 22 de outubro o início das audiências em processo sobre violência psicológica contra quatro mulheres.

Juíza aceita denúncia contra Marcius Melhem apesar de arquivamento anterior
Foto: Reprodução/VEJA

A juíza Juliana Benevides aceitou a denúncia contra Marcius Melhem por violência psicológica e marcou para 22 de outubro o início das audiências. O processo envolve quatro mulheres que estavam entre as oito supostas vítimas de acusações de assédio sexual contra o ex-diretor de humor da Globo. O jornalista Ricardo Feltrin também responde à ação, por acusações semelhantes.

O caso começou em São Paulo e foi levado adiante no Rio de Janeiro. A acusação afirma que o canal criado por Melhem no YouTube para apresentar sua versão sobre as denúncias ultrapassou o direito à defesa. Conforme a denúncia, os vídeos teriam exposto comentários constrangedores contra as mulheres e contribuído para ataques de ódio nas redes sociais.

Melhem abriu o canal em abril de 2023. Desde então, publicou mais de 300 vídeos, que somaram cerca de 10 milhões de visualizações. Ele já foi inocentado em sete acusações de assédio sexual, enquanto outra ainda aguarda julgamento.

Perícia e manifestação do Ministério Público

Outro processo, apresentado no Rio de Janeiro por outras quatro supostas vítimas, foi arquivado após a promotora Fabíola Lovis concluir que os vídeos tinham como objetivo a defesa de Melhem. O material foi examinado por quatro peritas do Ministério Público.

Na avaliação técnica, o ex-diretor usou linguagem forte em algumas ocasiões, mas não teria ultrapassado os limites razoáveis da autodefesa nem adotado discurso misógino ou de ódio. A defesa sustenta que essa análise deveria resultar também no arquivamento da ação aceita por Juliana Benevides.

Em nota, os advogados de Melhem afirmaram ter “absoluta convicção de que esta acusação não vai prosperar”. A defesa também disse que o promotor de Justiça em exercício no juízo criminal se manifestou contra o recebimento da denúncia por considerar insuficientes os elementos apresentados.

Segundo os advogados, o arquivamento anterior foi confirmado pelo órgão superior do Ministério Público, com participação de quatro promotoras de Justiça. A defesa ainda declarou que a perícia afastou a ocorrência de violência psicológica e apontou indícios de combinação de discurso e comportamento das supostas vítimas.

A advogada Mayra Cotta, responsável pela acusação, foi procurada e não quis comentar o caso.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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