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Denúncia descreve negócios de TH Joias com três facções e venda de antidrones

MPF afirma que o ex-deputado intermediou armas, drogas e equipamentos contra drones para grupos ligados ao CV, ADA e TCP.

Denúncia descreve negócios de TH Joias com três facções e venda de antidrones

Mensagens, planilhas e imagens reunidas pelo Ministério Público Federal descrevem a atuação atribuída ao ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, na negociação de armas, drogas e equipamentos antidrones. A denúncia afirma que o grupo ligado a ele manteve negócios com o Comando Vermelho (CV), a Amigos dos Amigos (ADA) e o Terceiro Comando Puro (TCP).

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) recebeu a denúncia e manteve TH Joias preso em uma penitenciária federal. Com a decisão, cinco acusados se tornaram réus: além do ex-parlamentar, Gabriel Dias de Oliveira, o Índio; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu; Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual; e o delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel.

Equipamentos contra drones

Segundo o MPF, TH Joias explorava a venda de dispositivos comprados na China e revendidos a grupos criminosos. Entre os produtos estavam bazucas antidrones e detectores capazes de interromper sinais e impedir voos não tripulados. Dudu teria usado uma empresa própria para trazer os equipamentos do exterior.

Em outubro de 2023, TH Joias perguntou a Gabriel Dias de Oliveira se Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, havia assistido a um vídeo em que ele demonstrava o funcionamento de uma arma capaz de derrubar um drone. “Mostrou o drone que eu derrubei aqui do condomínio?”, escreveu o ex-parlamentar. Na conversa, ele indicou que pretendia vender o equipamento por R$ 750 mil.

Uma das bazucas teria sido comprada por R$ 19,4 mil, enquanto um detector de drones custou R$ 21,5 mil. A denúncia afirma que os aparelhos eram negociados com integrantes do tráfico.

Armas e cocaína para o TCP

A relação com o Terceiro Comando Puro aparece em mensagens trocadas em 27 de setembro de 2024. Dudu ofereceu a Wallace da Costa Trindade, o Lacoste, um fuzil e dois carregadores. A arma teria sido apreendida na comunidade Cesar Maia, em Vargem Pequena, área controlada pelo CV.

Na mensagem, Dudu mencionou dois carregadores, 19 munições e o valor de 55 mil. A denúncia não detalha como o armamento teria saído da apreensão para ser oferecido a uma facção rival.

O negócio também teria envolvido drogas. De acordo com o MPF, Lacoste adquiriu pelo menos 148 quilos de cocaína em 24 de agosto de 2024. A venda teria sido feita por Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, com intermediação de Dudu. A denúncia afirma que Lacoste não sabia que os vendedores eram ligados ao CV.

Relação citada com a ADA

A conexão com a Amigos dos Amigos é associada a R$ 175 mil apreendidos em um carro que saiu da Vila Vintém em 5 de abril de 2024. Luiz Eduardo Cunha Gonçalves estava no veículo abordado por policiais militares na Avenida Brasil e disse que o dinheiro vinha da venda de um carro.

Em 25 de abril de 2025, Dudu teria enviado mensagem a Alessandro Pitombeira Carracena afirmando que precisava devolver a quantia ao “velho”. O MPF identifica essa referência como Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, apontado como fundador da ADA. “Dr. bom dia! Tem alguma previsão da liberação daquela quantia? Preciso dar uma posição ao velho lá”, escreveu o assessor.

Outra conversa, de 9 de junho de 2024, registra TH Joias orientando Dudu a verificar se Celso Luís Rodrigues gostaria de indicar alguém para um cargo público. A possibilidade teria sido desaconselhada por Carracena, que citou a existência de processo criminal e a comissão de compliance da Alerj.

O advogado Max Marques, que defende Celsinho, negou que o dinheiro apreendido na Avenida Brasil pertencesse ao cliente. A defesa também afirmou não saber quem era o “velho” mencionado nas mensagens e disse que nunca houve oferta de cargo a Celsinho. O advogado declarou ainda que seu cliente está à disposição das autoridades.

Acusações de tráfico

A denúncia atribui a TH Joias três episódios de tráfico, nas modalidades de venda, depósito e oferta de drogas. Entre as provas estão uma planilha chamada “PÓ AMIGO TH”, imagens de uma sala com sacos de entorpecentes e uma mensagem que dizia “tem 200 kg”.

O MPF afirma que o ex-deputado mantinha aproximadamente 200 kg de droga para fins comerciais. A peça, porém, apresenta uma divergência: em um trecho, chama a substância de cocaína; na descrição das imagens, identifica o conteúdo como maconha.

Um dos registros citados é de 8 de novembro de 2023, quando mensagens entre TH Joias e Gabriel Dias de Oliveira indicariam a venda de cocaína a uma pessoa não identificada. O ex-parlamentar também responde por organização criminosa, comércio ilegal de arma de fogo, 11 episódios de contrabando e 13 de corrupção ativa.

A ação penal é resultado da Operação Zargun, que investigou corrupção e comércio ilegal de armas e drogas. Conforme a denúncia, integrantes do grupo ocupavam cargos públicos e atuavam na Assembleia Legislativa do Rio e em secretarias estaduais para obter informações policiais e facilitar negócios ilegais. As acusações incluem ainda negociação de munições de uso restrito, tráfico internacional e vazamento de informações de operações policiais.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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