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Denúncia do MPF atribui a TH Joias venda, depósito e oferta de drogas

Acusação cita planilha de cobranças, imagens de um estoque de entorpecentes e oferta de cocaína feita em 2024.

Denúncia do MPF atribui a TH Joias venda, depósito e oferta de drogas
Foto: Reprodução/TV Globo

O Ministério Público Federal atribui ao ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, participação direta no comércio de drogas. A denúncia afirma que ele teria intermediado vendas, controlado pagamentos, mantido entorpecentes em depósito e oferecido cocaína.

A acusação integra a ação penal originada na Operação Zargun, desdobramento de uma investigação sobre tráfico internacional de armas do Paraguai para comunidades do Rio. Além de três acusações de tráfico de drogas, TH responde por organização criminosa, comércio ilegal de arma de fogo, 11 episódios de contrabando e 13 de corrupção ativa.

Planilha e estoque de drogas

Um dos registros citados pelo MPF ocorreu em 8 de novembro de 2023. Mensagens trocadas entre TH e Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio, indicariam a venda de cocaína a uma pessoa não identificada.

Segundo a denúncia, TH também enviou a Índio uma planilha com datas de pagamentos e o saldo devido pelo comprador. O arquivo tinha o nome “PÓ AMIGO TH”. Para os procuradores, o documento aponta que o então político atuava na negociação e no controle do dinheiro.

Em 21 de fevereiro de 2024, TH teria encaminhado a Índio imagens de uma sala cheia de sacos de entorpecentes e informado: “tem 200kg”. A denúncia sustenta que ele mantinha aproximadamente 200 kg de droga para fins comerciais. A peça, porém, apresenta uma divergência: em um trecho, menciona cocaína; na descrição das imagens, identifica o conteúdo como maconha.

Em 27 de junho de 2024, ainda de acordo com a Procuradoria, TH teria oferecido cocaína por meio de um fornecedor não identificado. O MPF afirma que não foi possível comprovar se a negociação terminou com a entrega, mas considera que a oferta configura uma das modalidades do crime de tráfico.

Com base nesses episódios, os procuradores afirmam que TH teria contribuído para a venda, o depósito e a oferta de drogas. Por isso, imputaram a ele três crimes de tráfico.

Estrutura investigada

A denúncia descreve Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, como integrante do topo da organização. Abaixo dele estaria um núcleo de liderança política formado por TH e Alessandro Pitombeira Carracena. Índio e Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, que trabalhou como assessor parlamentar de TH, são apontados como integrantes da coordenação logística.

Segundo o MPF, TH faria a ligação entre o Comando Vermelho e instituições do Estado, ao lado de Índio e Dudu e sob supervisão de Pezão. O documento também registra que TH foi condenado, em 2017, a 14 anos, 11 meses e 22 dias de prisão por tráfico de drogas.

TH concorreu à Alerj em 2022 pelo MDB, ficou na suplência e assumiu uma cadeira na Casa em junho de 2024. Naquele período, conforme a acusação, ele prometia apoio a projetos sociais em favelas nas áreas de esporte, cultura e educação e foi nomeado presidente da Comissão de Defesa Civil da Alerj.

O MPF sustenta ainda que TH tentou interferir na escolha do presidente de uma associação de moradores do Gardênia Azul, propôs a indicação de um comandante para o 2º Comando de Policiamento de Área da Polícia Militar e, em 25 de abril de 2024, teria confirmado a Índio uma operação policial nos complexos do Alemão e da Penha.

Outra imagem citada na denúncia mostra TH deitado sobre uma cama coberta de dinheiro em espécie, às 14h40 de 2 de maio de 2024. O arquivo foi localizado na nuvem atribuída ao ex-deputado, e o MPF afirma que a fotografia teria sido feita “aparentemente em sua casa”. A investigação divide a organização em cinco braços: liderança, liderança política, coordenação logística, infiltração e corrupção, e núcleo operacional.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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