RIO DE JANEIRO — Alexandro dos Santos Ezequiel, conhecido como Pitico, morreu após trocar tiros com policiais militares no Morro do Fubá, na Zona Norte do Rio. Apontado pela polícia como integrante da Equipe Caos, grupo ligado ao Comando Vermelho, ele tinha 23 anos e foi levado ao Hospital estadual Carlos Chagas, mas chegou sem vida à unidade.
A ocorrência aconteceu nesta terça-feira, depois que o 9º BPM (Rocha Miranda) recebeu informações sobre uma reunião de criminosos no morro. A suspeita era de que o grupo se preparava para invadir uma comunidade rival. Segundo os policiais, as equipes foram recebidas a tiros e reagiram.
Após o fim dos disparos, Pitico foi localizado ferido. Ao lado dele, os agentes encontraram uma mochila com cinco carregadores de fuzil e munição. Imagens feitas por um drone mostram o momento em que ele é atingido. O vídeo registra o suspeito acompanhado de pelo menos três cúmplices e armado com um fuzil.
Quando Pitico cai, ele estende uma das mãos na direção de outro criminoso. O homem pega a arma e foge para uma área de mata. A ocorrência foi encaminhada à 28ª DP (Campinho), que recebeu o armamento apreendido.
Investigação sobre o grupo
Informações de inteligência do batalhão de Rocha Miranda apontavam Pitico como um dos homens de guerra do Morro do Fubá. A polícia também afirma que ele teria participado de um ataque contra um capitão do 9º BPM. Havia ainda um mandado de prisão em aberto contra ele, relacionado a uma condenação de quatro anos por associação para o tráfico.
De acordo com a polícia, a Equipe Caos segue ordens de integrantes da cúpula do Comando Vermelho, entre eles Edgar Alves de Andrade, o Doca, e Carlos da Costa Neves, o Gardenal. Os integrantes atuariam em disputas territoriais e ataques contra grupos rivais.
Um inquérito da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) apontou que os homens de guerra fazem levantamentos das áreas em disputa. Conforme a polícia, eles costumam usar fardas camufladas, podem ter treinamento militar e, em alguns casos, são recrutados de outras facções. O grupo também atuaria na expansão territorial do Comando Vermelho para as zonas Oeste e Sudoeste do Rio, além da Baixada Fluminense.



