João Jacques Busnello, candidato do Missão ao governo do Rio, afirmou que pretende participar das decisões sobre a Segurança Pública caso seja eleito, mas sem assumir também o cargo de secretário da área. Policial militar reformado e ex-sniper, ele disse que o governador é o comandante e defendeu a construção de um batalhão dentro do Complexo do Alemão.
Durante sabatina no Mercadinho São José, em Laranjeiras, Busnello explicou que a instalação de unidades próximas a comunidades pode fazer parte da retomada de territórios. Para ele, a medida não seria aplicada em todos os locais, mas poderia atender regiões com maior demanda.
Segurança como prioridade
A proposta para o Complexo do Alemão foi apresentada como parte de um plano de desfavelização. Busnello citou o batalhão do Bope na Tavares Bastos como referência e afirmou que, no Alemão, a presença de uma unidade dentro da comunidade seria adequada.
O candidato declarou que a Segurança Pública estará no centro de seu plano de governo, por influenciar áreas como saúde, comércio e turismo. A educação viria na sequência.
Questionado sobre a possibilidade de deixar o cargo antes do fim do mandato, Busnello afirmou que cumpriria a missão até o encerramento do período, com honra. “Covardia e fraqueza não fazem parte do nosso lema”, disse.
Relação com o Bope e trajetória
Criado em Laranjeiras, Busnello contou que se mudou para o Parque Guinle em 1985, quando o pai trabalhava como porteiro. O Bope ficava próximo da região e, durante o período em que serviu no batalhão, ele costumava comer pizzas em um estabelecimento que funcionava no primeiro andar do Mercadinho São José.
O candidato também afirmou ter quatro tiros no corpo e se definiu como um cidadão comum, com família. Disse que tem um filho, João Gabriel, de 11 anos, e contou que, em casa, costuma ser responsável pelo preparo de massas e grelhados.
Nascido no Rio Grande do Sul, Busnello declarou ser torcedor do Internacional. No Rio, afirmou apoiar o Botafogo. Antes de ingressar no Missão, passou pelo PSD de Eduardo Paes, mas disse que acumulou mais divergências do que convergências com o grupo.
Ao falar sobre sua trajetória, contou que já entregou O Globo e Jornal do Brasil e que preferia a área de política. Também afirmou que o Rio pode servir de modelo para o país em temas como desfavelização, Segurança Pública e desenvolvimento.



