Niterói, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,14 · Euro R$ 5,86 · Ibovespa 185.814 +0,00% Niterói 17°C 17° / 21°
Brasil

Augusto Cury propõe lista tríplice para comando da Polícia Federal

Candidato do Avante afirma que escolha entre delegados indicados pela própria categoria ampliaria a independência da corporação.

Augusto Cury defende lista tríplice para escolha do diretor-geral da Polícia Federal
Foto: Alexandre Brum/Enquadrar/Estadão Conteúdo

O escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, defendeu nesta quarta-feira (9) que o diretor-geral da Polícia Federal seja escolhido a partir de uma lista tríplice formada por delegados federais. A proposta foi apresentada durante entrevista coletiva, em meio à crise envolvendo o comando da corporação.

Pelo modelo sugerido, os próprios delegados federais escolheriam três nomes, e o presidente da República indicaria um deles. Para Cury, a mudança reduziria a possibilidade de interferência política e reforçaria a autonomia da instituição.

"É muito mais justo, é muito mais independente, porque a Polícia Federal é uma polícia de Estado, não é política de governo, não é política de partido", afirmou o candidato.

Como funciona hoje

Atualmente, o presidente da República escolhe diretamente o diretor-geral da Polícia Federal. A indicação não precisa passar por lista tríplice nem por aprovação do Congresso. O nomeado deve ser delegado de classe especial, último nível da carreira, e a nomeação é formalizada por decreto presidencial.

Andrei Rodrigues foi indicado por Luiz Inácio Lula da Silva no início do terceiro mandato e assumiu o comando da corporação em janeiro de 2023. Antes, ele havia sido responsável pela segurança de Lula durante a campanha eleitoral de 2022 e já ocupava cargos de direção na Polícia Federal.

A declaração de Cury ocorreu durante o acirramento de uma crise institucional no Supremo Tribunal Federal, após a revelação de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

O ministro André Mendonça havia afastado Andrei Rodrigues com base em supostas irregularidades na produção de um relatório de inteligência usado por Moraes para pedir uma investigação contra o próprio Mendonça. A apuração envolvia suspeitas sobre a condução dos inquéritos do Banco Master e do INSS.

Nesta quarta-feira, Flávio Dino reverteu o afastamento. O ministro argumentou que uma mudança repentina no comando da Polícia Federal, incluindo a saída de Leandro Almada da diretoria de inteligência, poderia comprometer investigações sensíveis e provocar instabilidade administrativa.

Cury não comentou diretamente a decisão de Dino, mas disse estar triste com os episódios envolvendo o STF e defendeu que autoridades públicas prestem contas à sociedade. Para ele, a crise tem contribuído para o desgaste da imagem da Corte.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.