BUENOS AIRES — O Ciudad de Vicente López, estádio do Platense, preserva uma rotina de futebol de bairro em meio à movimentação da capital argentina. Adversário do Fluminense nas quartas de final da Libertadores, o clube de Saavedra manda seus jogos em uma arena aberta, com capacidade para cerca de 28 mil torcedores.
A partida contra o Peñarol, pela fase de grupos da Libertadores, ainda tinha ingressos disponíveis horas antes do início. O cenário é diferente do encontrado nos jogos de Boca Juniors e River Plate, cujas entradas costumam se esgotar entre os sócios.
Arquibancada aberta e clima familiar
O estádio fica junto a uma extensa avenida de dois sentidos, que separa a cidade e a província de Buenos Aires. No setor mais popular, a Tribuna Roberto "Polaco" Goyeneche, o vento frio marcou a chegada dos torcedores. O espaço homenageia um cantor de tango e torcedor do Platense.
Sem cobertura, o Ciudad de Vicente López não oferece proteção contra a chuva. Naquela noite, porém, o tempo permaneceu seco. Aos poucos, os torcedores do Platense, conhecidos como Calamar, foram ocupando as arquibancadas. Entre eles, havia muitos pais acompanhados dos filhos, presença comum em clubes argentinos formados nos bairros.
Do outro lado do campo, a torcida do Peñarol lotou o setor visitante e fez mais barulho em determinados momentos. O confronto entre as arquibancadas acabou chamando mais atenção do que o jogo, que terminou empatado em 1 a 1.
Choripán e camisa do Platense
No intervalo, a principal opção de comida foi o choripán, tradicional no futebol argentino e uruguaio. O lanche é feito com pão e linguiça, acompanhado de chimichurri preparado com ervas, alho, azeite e vinagre.
Depois da partida, ficou a tentativa de comprar uma camisa do Platense como lembrança. Os uniformes de Boca, River e Independiente apareciam nas lojas de Buenos Aires, mas a camisa marrom e branca do Calamar não foi encontrada no estádio nem estava disponível nos estabelecimentos visitados.



