MADRI — A estreia do Circuito de Madring na Fórmula 1 chega após dois dias de testes da Fórmula 3 marcados por 19 bandeiras vermelhas. A atividade teve alguns acidentes, entre eles a batida de Fefo Barrichello, filho de Rubinho.
O francês Pierre Gasly, da Alpine, afirmou nesta quinta-feira, 10, que já conseguiu formar uma ideia do traçado, mas prevê uma etapa difícil. Ele destacou a presença de curvas cegas, inclinações laterais, subidas, descidas e ondulações ao longo do percurso.
A Fórmula 1 retorna a Madri nesta sexta-feira, 11, depois de 45 anos. A última prova na cidade foi disputada em 1981, no Circuito de Jarama, com o canadense Gilles Villeneuve no topo do pódio.
Um traçado de alta exigência
O circuito tem 22 curvas, número inferior apenas ao de Singapura, que conta com 23 no calendário atual. A volta virtual do percurso foi divulgada pela Fórmula 1 na terça-feira, 8.
O principal ponto de atenção está na 12ª curva. Batizada de “La Monumental”, ela reúne um semicírculo de 550 metros e inclinação de 13,5 graus. O nome faz referência à Praça de Toros de Las Ventas, em Madri.
A Pirelli descreve o desenho como uma combinação de setores distintos: o início é rápido; a parte intermediária concentra curvas de média e baixa velocidade; e o trecho final tem curvas de 90 graus semelhantes às de Baku.
Impressões dos pilotos
Pedro Clerot, brasileiro da Rodin Motorsport na Fórmula 3, avaliou o circuito como técnico, travado e difícil. Para o piloto de 19 anos, o traçado reúne características que lembram Mônaco, Jidá e Baku.
A pista é semipermanente e parte dela passa pelas ruas de Madri. A corrida terá 307,8 quilômetros de duração total.



