XANGAI — Ollie Millroy ficou ferido e preso em uma Ferrari tomada pelo fogo durante o China GT, neste sábado (5/9). Loek Hartog deixou a própria corrida, pegou um extintor e retirou o piloto do cockpit após controlar as chamas.
O acidente ocorreu 20 minutos depois do início da prova. Neil Verhagen disputava posição com David Chen quando os carros se tocaram e deslizaram pela pista. Na sequência, os dois atingiram lateralmente o veículo de Millroy, que pegou fogo. A corrida foi interrompida com bandeira vermelha.
Hartog estava próximo do local e foi o primeiro a chegar. Sem fiscais de pista ou bombeiros à vista, ele parou o carro, correu até a Ferrari e iniciou o combate ao incêndio. Depois de apagar as chamas, conseguiu retirar Millroy do veículo.
Ferimentos e depoimentos
Millroy teve cinco costelas quebradas, além de fraturas na clavícula, na mão e no dedo. Ele também sofreu uma contusão pulmonar. O piloto afirmou que não se lembra do que aconteceu entre os 30 segundos anteriores ao acidente e uma hora depois.
“Eu ainda estou vivo esta noite exclusivamente graças a um homem, Loek Hartog, que parou imediatamente”, disse Millroy. Ele também agradeceu ao companheiro e afirmou que poderia ter sido muito pior.
Hartog visitou Millroy no hospital e comentou o resgate nas redes sociais. “Quando vi um carro tomado por uma enorme bola de fogo à minha frente, não havia muito o que decidir”, declarou.
O piloto disse que presumiu que Millroy não conseguiria sair sozinho e que não teve dúvidas ao deixar o carro para ajudá-lo. Hartog também afirmou que houve momentos em que não sabia se conseguiria retirar o colega, mas se mostrou aliviado ao saber que ele estava bem.
Yin Yu Chen, copilota da AAI Motorsports, equipe de Millroy, criticou a demora na assistência durante a competição. Ela anunciou que a equipe abandonará o China GT e afirmou que a segurança dos pilotos e dos integrantes das equipes deve vir antes de qualquer outra coisa. Para Chen, a condução da situação foi inaceitável.



