Bia Haddad Maia está afastada das competições e ainda não sabe quando voltará às quadras. Aos 30 anos, a tenista decidiu interromper a rotina profissional para cuidar da saúde mental e física, enquanto aproveita mais tempo com a família, o noivo e atividades como a cerâmica.
A brasileira também passará por uma cirurgia no ombro esquerdo, que provoca dores há mais de dois anos. A recuperação deve durar aproximadamente quatro meses. Antes do procedimento, Bia seguirá aproveitando um período sem a obrigação de estabelecer uma data para retornar ao circuito.
Estudos e novos interesses
Durante a pausa, Bia fará um MBA de três meses na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. O curso será voltado para Sports Management e faz parte do momento de reflexão sobre a carreira e os caminhos profissionais que poderá seguir no futuro.
A cerâmica se tornou um dos principais hobbies da tenista. Ela retomou o contato com a atividade por influência da prima Gabi e de uma professora ligada ao Clube Sírio. Bia afirmou que as aulas ajudam na conexão consigo mesma, na introspecção e no desenvolvimento da criatividade. A prática começou há cerca de um ano, mas foi reduzida durante os períodos de viagem.
Maternidade e casamento
Noiva do neurocirurgião Alex Daoud, Bia tem casamento marcado para 2027. Ela revelou que congelou óvulos no ano passado e que pretende ser mãe no futuro. A brasileira disse que ainda não tem respostas definitivas sobre o momento da maternidade, mas considera esse um sonho e pensa em ter dois ou três filhos depois de se aposentar.
A tenista também explicou que, pela primeira vez, está permitindo que o tempo passe sem definir um objetivo para dezembro. Para ela, isso não significa deixar a vida seguir sem direção, mas evitar a pressão de estabelecer um prazo para cada decisão.
Saúde mental e críticas ao circuito
Bia contou que ainda tenta compreender o peso das experiências acumuladas na carreira. Ela comparou o atual desafio psicológico a uma lesão física: algo que interfere no desempenho, mas não pode ser visto. A atleta faz terapia com psicoterapeuta e mantém acompanhamento mental há anos.
A brasileira também criticou a rotina do tênis profissional e a pressão permanente por resultados e posições no ranking. “O circuito é insano, o ranking é insalubre”, afirmou.
O afastamento mudou a percepção de Bia sobre as relações construídas durante a carreira. Longe das competições, ela passou a valorizar mais as pessoas que permanecem ao seu lado e o cuidado dedicado a elas. A tenista disse ainda que prefere manter em privado outros episódios pessoais de sua trajetória.
Mesmo distante das quadras, Bia afirmou que continua ligada ao tênis. Ela descreveu o esporte como uma escolha feita por amor e disse que não aceitaria nunca mais assistir a uma partida.



