RIO DE JANEIRO — A diretoria do Vasco ainda trabalha para levar a partida contra o Boca Juniors para São Januário, apesar de a Polícia Militar ter apontado o Maracanã como uma opção mais adequada para o confronto. O jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana será disputado em 20 de outubro.
O clube apresentou à Prefeitura um plano para ampliar a área destinada aos torcedores argentinos e recebeu uma sinalização positiva. A proposta, porém, ainda depende da avaliação da Polícia Militar e da Conmebol. Pedrinho mantém São Januário como prioridade e busca uma autorização especial da entidade sul-americana.
A principal dificuldade é que o estádio vascaíno não atinge a capacidade mínima de 30 mil torcedores exigida para uma semifinal. Por isso, o Vasco também negocia o aumento do setor visitante. A previsão inicial é disponibilizar cerca de 2,5 mil ingressos para o Boca, com a possibilidade de chegar aos 4 mil estabelecidos pelo regulamento.
Impasse envolve administração do Maracanã
A indicação da PM ocorreu em reunião na Prefeitura do Rio nesta quarta-feira (30). A avaliação é que o plano de segurança poderia ser executado de forma mais adequada no Maracanã, o que oferece ao Vasco um novo argumento na tentativa de levar o caso à Justiça.
O pedido para utilizar o estádio já havia sido rejeitado pelo Consórcio Maracanã, administrado por Flamengo e Fluminense. O grupo citou o desgaste do gramado e o calendário de partidas para justificar a decisão.
A programação inclui um compromisso do Fluminense contra o Palmeiras em 14 de outubro, pela semifinal da Libertadores. O Flamengo também tem jogo marcado no Maracanã em 22 de outubro. A agenda dos clubes que administram o estádio, portanto, faz parte da discussão sobre a realização de Vasco x Boca.
A Prefeitura participa das tratativas principalmente para tratar do trânsito e da escolta da torcida argentina no Rio.



