A proposta da Lazuli Partners para a compra da SAF do Fluminense não mudou após a proibição das bets. A oferta, apresentada em setembro do ano passado, continua em análise pela diretoria tricolor, conforme informou Gabriel Amaral, do canal Raiz Tricolor.
O plano prevê R$ 500 milhões em aportes nos dois primeiros anos. Desse total, R$ 250 milhões seriam pagos na assinatura, enquanto os outros R$ 250 milhões seriam repassados até dois anos depois. Com o acordo, o grupo teria 65% da SAF, e o clube associativo permaneceria com 35%.
Também estão previstos R$ 6,4 bilhões em investimentos ao longo de dez anos. Os recursos seriam destinados principalmente à folha salarial, à contratação de jogadores, à formação de atletas e a melhorias na estrutura. Em caso de descumprimento desse compromisso, a principal penalidade seria a proibição de distribuição de dividendos aos investidores.
A redução das receitas de patrocínios ligados às empresas de apostas já teria sido considerada durante a elaboração do projeto. Por isso, a mudança no mercado das bets não alterou, até o momento, os termos oferecidos ao Fluminense. O clube das Laranjeiras tem a Superbet, empresa do setor, como patrocinadora master.
Pressão sobre o caixa
A queda nas receitas aumenta a pressão financeira no curto prazo. O Fluminense ampliou os investimentos no elenco durante a temporada e não fez uma grande venda para compensar o movimento. Martinelli, Canobbio e Hércules permaneceram no grupo, enquanto Facundo Bernal deixou o clube.
A avaliação interna também considera possíveis dificuldades financeiras nos últimos meses da temporada. Uma eventual conquista da Libertadores não resolveria imediatamente as despesas de outubro e novembro, já que a premiação seria recebida posteriormente.
A proposta da Lazuli Partners e da LZ Sports prevê a aquisição da maioria das ações da SAF e a assunção das dívidas do Fluminense. O projeto foi entregue oficialmente ao clube e apresentado ao Conselho Deliberativo.




