A Lazuli Partners elevou a proposta para assumir o futebol do Fluminense e transformar o clube em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A nova oferta prevê entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões em dinheiro novo, mas também altera as condições do negócio.
Em troca do aumento no aporte, a empresa deverá receber um percentual entre 15% e 25% maior sobre as vendas de jogadores. O projeto ainda estima que o volume total movimentado pela SAF possa ultrapassar R$ 8 bilhões em dez anos. A maior parte desse montante, porém, não seria dinheiro novo destinado diretamente ao clube.
A expectativa é que a proposta chegue ao Conselho Deliberativo do Fluminense até o fim deste ano. Em setembro de 2025, a Lazuli Partners/LZ Sports havia apresentado uma oferta oficial com previsão de investimento de R$ 6,9 bilhões ao longo de uma década. O plano incluía um aporte inicial de dinheiro novo em duas parcelas de R$ 250 milhões nos dois primeiros anos, em troca de 65% do futebol tricolor.
Resistências no projeto
Apesar da atualização, ainda há dúvidas e resistências entre investidores. Mário Bittencourt, diretor-geral do Fluminense, não seria unanimidade para ocupar o cargo de CEO em uma eventual SAF.
O atual presidente do clube, Mattheus Montenegro, apoia a transformação e trabalha para obter a aprovação do projeto no Conselho Deliberativo.
Na última terça-feira (8), Carlos de Barros, fundador e CEO da Lazuli Partners, conversou com Montenegro no gramado do Maracanã. O encontro ocorreu antes ou depois da partida em que o Fluminense venceu o Platense-ARG por 2 a 0 pela Libertadores.



