O Fluminense calcula que as restrições às apostas esportivas podem representar um impacto superior a R$ 100 milhões para o clube. A estimativa foi apresentada pelo presidente Mattheus Montenegro, que também questionou a forma como a medida foi anunciada pelo governo.
“É uma grande preocupação para o clube”, afirmou Montenegro ao comentar os efeitos sobre os contratos de patrocínio. Para o dirigente, a mudança pode atingir simultaneamente a maioria dos clubes brasileiros e reduzir o valor de mercado das camisas, já que as empresas interessadas teriam mais equipes disponíveis para negociação.
Reunião com clubes e CBF
Os ministros Dario Durigan, da Fazenda, Bruno Moretti, do Planejamento, e Paulo Henrique, do Esporte, planejam discutir o tema com representantes dos clubes das Séries A e B e da CBF. A previsão é que o encontro ocorra na próxima terça-feira (29/9).
A reunião deve abordar a medida provisória relacionada às apostas esportivas, as restrições anunciadas pelo presidente Lula e os reflexos sobre o futebol. Os patrocínios de empresas de apostas são apontados como uma importante fonte de receita para os clubes.
Montenegro também citou dúvidas sobre a segurança jurídica da decisão, por não haver período de transição. Segundo o presidente do Fluminense, a medida pode contrariar leis e a Constituição.
O dirigente ainda afirmou que as bets arrecadaram R$ 9 bilhões para o Governo entre janeiro e agosto de 2026. Na avaliação apresentada por Montenegro, a medida não estima o impacto sobre essa receita e pode fortalecer o mercado clandestino. Ele também disse que o assunto já vinha sendo discutido no Congresso e, por isso, não haveria urgência para uma mudança imediata.




