A Tesla começou a colocar o Cybercab em circulação em áreas restritas de Austin, no Texas, mas o robotáxi já entrou no radar das autoridades americanas. O veículo de dois lugares não tem volante, pedais de freio ou acelerador, nem espelhos retrovisores — itens cuja ausência pode gerar punições para a empresa de Elon Musk.
A investigação é conduzida pela NHTSA, Administração Nacional de Segurança de Tráfego nas Rodovias dos Estados Unidos. O órgão verifica se a Tesla certificou corretamente o modelo e se ele atende às normas federais de segurança de veículos automotores. A apuração envolve até 1.000 unidades do Cybercab. Caso o projeto seja aprovado, até mil veículos poderão circular pelas ruas.
Projeto de robotáxis
Musk pretende transformar o Cybercab, que não possui volante, no principal veículo de uma rede ampliada de robotáxis da Tesla. A empresa já mantém um serviço limitado de transporte por aplicativo com modelos Model Y autônomos. Algumas dessas unidades contam com monitores de segurança humanos a bordo.
No lançamento em Austin, a Tesla não informou se as corridas com os Cybercabs seriam cobradas nem se qualquer usuário do aplicativo poderia solicitar o serviço. O projeto-piloto na cidade começou em junho de 2025, e a operação foi ampliada para algumas cidades do Texas e da Flórida. Em geral, os trajetos ficam restritos a áreas periféricas, onde a navegação é mais simples do que nos centros urbanos.
A própria NHTSA havia proposto, em junho, retirar uma exigência governamental sobre pedais de freio manuais em veículos autônomos. A mudança facilitaria a implementação desse tipo de automóvel nas estradas dos Estados Unidos.
A Tesla é avaliada em US$ 1,4 trilhão (R$ 7,2 trilhões), valor superior ao de qualquer outra montadora. Enquanto aposta nos veículos autônomos, a empresa enfrenta pressão no mercado de carros elétricos, especialmente por parte de fabricantes chinesas.



