O Rock in Rio passou a usar inteligência artificial para transformar as reações do público em dados durante as apresentações do Palco Sunset. A tecnologia acompanha a plateia como um todo e mede, em tempo real, a vibração, a sincronia e a intensidade dos movimentos, além dos sons e da euforia.
Instalado na Arena Super, próxima ao palco, o sistema combina visão computacional, câmeras infravermelhas e sensores. A ferramenta também acompanha a densidade e a temperatura do público. Os dados são exibidos em um painel digital montado pela Superbet no gramado do festival.
A solução foi idealizada pela agência GUT e desenvolvida pela 20DASH. Ela conta com sistema infravermelho de longo alcance, visão computacional e decibelímetros. Esses aparelhos captam ondas sonoras por meio de um microfone sensível, transformam a pressão mecânica em sinais elétricos e processam a leitura digital em uma escala logarítmica que simula a percepção dos sons pelo público.
O que é medido
A plataforma reúne nove indicadores de comportamento e emoção. A Vibração Coletiva considera o coro, a atenção e a estabilidade da multidão. O Pico de emoção identifica momentos de atenção alta, com a plateia cheia, pouco movimento e menor intensidade sonora.
A Massa Sincronizada acompanha pulos e movimentos no mesmo ritmo. A Energia Máxima mede o auge da movimentação, reforçada pelos picos de som. O Mar de Luzes avalia a presença de pontos luminosos e o ritmo do movimento coletivo.
A Aclamação combina atenção alta, movimento moderado e menor presença de luzes. O Momento Viral registra a quantidade de pontos luminosos simultâneos. Já a Explosão ou agito considera movimentos intensos e picos de som; quanto menos coordenado o agito, maior a explosão. A Atenção absoluta representa os momentos de atenção alta com movimento muito baixo.
Segundo a patrocinadora, os rostos não são identificados. O sistema também não usa a rede do evento e foi estruturado conforme as diretrizes da LGPD.



