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No Sunset, Black Pantera e Nervosa transformam show em ato de representatividade

Encontro no Rock in Rio reuniu protestos contra o racismo e a escala 6x1 com uma roda formada por mulheres na plateia.

No Sunset, Black Pantera e Nervosa transformam show em ato de representatividade
Foto: Anderson Bordê/AgNews

A presença de mulheres ganhou espaço no show do Black Pantera no Palco Sunset do Rock in Rio. Cerca de 20 minutos após o início da apresentação, Prika Amaral, vocalista da Nervosa, entrou no palco para cantar “Serotonina” (2026), faixa gravada originalmente com a rapper Duquesa.

Na sequência, a banda pediu ao público: “Quero uma roda só de meninas. Abram, abram”. Mulheres abriram espaço na plateia, enquanto alguns homens recuaram e incentivaram a formação. Parte deles usava camisetas do Black Pantera com a frase “fogo nos racistas” nas costas. Eles eram negros.

Antes da participação de Prika, o grupo de Uberaba apresentou músicas ligadas à identidade racial, à ancestralidade e a referências afro-brasileiras. Formado em 2014 pelos irmãos Charles Gama, na voz e guitarra, e Chaene Gama, no baixo, além do baterista Rodrigo Pancho, o trio começou o repertório com “Hórus” (2026), cuja letra aborda o sincretismo religioso.

Também fizeram parte do show “Padrão É o Caralho” (2022), com versos sobre a origem africana da vida, e “Tradução”, que descreve a rotina de uma mãe sem tempo para ficar com o filho por trabalhar fora de casa. Em uma homenagem à própria mãe, presente na plateia, o vocalista relacionou a música à defesa do fim da escala 6x1.

Durante a apresentação, fãs formaram rodas de bate-cabeça e levantaram sinalizadores. Do palco, o vocalista afirmou: “Fogo nos racistas. Queimem todos eles”. O repertório foi apresentado durante a divulgação de “Continental”, álbum lançado em 21 de agosto e descrito como uma mistura de rock pesado, rap, soul e referências afro-brasileiras.

A participação marcou a terceira vez do Black Pantera no Rock in Rio. A banda também passou por “Project Black Pantera” (2015), “Agressão” (2018), “Ascensão” (2022) e “PERPÉTUO” (2024), além de ter lançado “I Can’t Breathe” em 2020, inspirada no assassinato de George Floyd.

A Nervosa, fundada em São Paulo em 2010, participou do festival pela segunda vez. A estreia aconteceu em 2019. A banda levou ao evento a turnê de “Slave Machine”, seu sexto álbum, lançado no último abril.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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