O Ministério Público da Bahia pediu que Marcelo Castro, apresentador do Alô Juca, da TV Aratu, seja condenado a cumprir pena em regime inicialmente fechado. O jornalista responde a processo por apropriação indébita, associação criminosa e lavagem de capitais.
A soma dos limites máximos previstos para os crimes pode chegar a 61 anos de prisão. A definição da pena, porém, caberá ao Poder Judiciário, que ainda não julgou o caso. Nas alegações finais, apresentadas em agosto último, o MP também recomendou que as punições fiquem acima do mínimo legal.
Como funcionaria o esquema
Segundo a acusação, Castro teria liderado uma organização criminosa responsável por desviar valores arrecadados em campanhas exibidas no programa. As doações eram feitas por Pix para ajudar pessoas em dificuldades financeiras, mas o apresentador teria informado chaves diferentes das destinadas às famílias ou substituído o código correto durante a exibição das reportagens.
O Ministério Público afirma ter identificado 12 casos com o mesmo modo de operação. Ao todo, teriam sido arrecadados R$ 540 mil, dos quais cerca de R$ 410 mil teriam sido desviados pelos envolvidos. A investigação durou três anos, e as provas reunidas indicariam Castro como o principal beneficiado.
Além do apresentador, o MP da Bahia pediu a condenação de outras 11 pessoas por organização criminosa. Entre elas está Jamerson Oliveira, editor-chefe de Castro.
O órgão também solicitou o pagamento de R$ 1 milhão às vítimas por danos materiais. A defesa de Marcelo Castro não havia se manifestado até a publicação das informações disponíveis, e o espaço permanece aberto para o jornalista.



