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Jorge Henrique relembra títulos pelo Corinthians e aprendizado com Tite

Ex-atacante revive a chegada ao clube, a parceria com Ronaldo, a conquista da Libertadores e a relação com a torcida corinthiana.

Jorge Henrique relembra títulos pelo Corinthians e aprendizado com Tite

Jorge Henrique relembrou a passagem pelo Corinthians, marcada por títulos, identificação com a torcida e aprendizados ao lado de Tite. O ex-atacante contou que sonhava defender o clube desde a infância e relacionou esse desejo ao fato de ter nascido no dia 23 de abril, data ligada a São Jorge.

Na época em que defendia o Botafogo, ele enfrentou o Corinthians no Morumbi e afirmou que, mesmo com a derrota, já sentia estar realizando parte do sonho. A chegada ao Parque São Jorge aconteceu no mesmo dia da apresentação de Ronaldo Fenômeno. Segundo Jorge Henrique, o astro brincou que ele teria de correr por sua causa, e o atacante aceitou o papel que viria a exercer no time.

Número, torcida e primeiros títulos

O jogador pediu a camisa 23 por causa da data de nascimento e da relação com São Jorge. O número pertencia a outro atleta, mas acabou sendo cedido. A estreia pelo Corinthians aconteceu no Pacaembu, com dois gols, em um grupo que ele descreveu como unido e que contava com a participação de Ronaldo nas atividades e nas conversas do elenco.

Jorge Henrique também destacou a força da torcida corinthiana, especialmente nos momentos difíceis. Ele recordou que, quando o time sofria um gol no Pacaembu, as arquibancadas cantavam ainda mais. Para o ex-jogador, o comportamento da torcida aumentava a pressão sobre os adversários e mostrava a diferença de atuar no estádio.

O atacante afirmou que nunca teve como principal característica a habilidade, mas compensava com resistência física, dedicação nos treinamentos e obediência tática. Essa combinação o ajudou a se firmar no Corinthians e a participar de uma sequência de conquistas pelo clube.

Na coleção de troféus, estão o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil de 2009, o Campeonato Brasileiro de 2011, além da Libertadores e do Mundial de Clubes de 2012. O ciclo foi encerrado com mais um título estadual, o Paulistão de 2013. Ao todo, Jorge Henrique fez 216 jogos pelo Corinthians, marcou 30 gols e deu 27 assistências.

A Libertadores, segundo o ex-atacante, teve significado especial por representar uma conquista que ele não imaginava alcançar quando saiu de Resende aos 17 anos. Ele contou que voltar para casa com o troféu e ver a família feliz foi uma das experiências mais marcantes de sua carreira.

Episódio com Tite

A relação com Tite foi construída com confiança e reconhecimento do trabalho do treinador. Jorge Henrique afirmou que o técnico sabia cobrar os jogadores em conversas particulares, sem expô-los diante do grupo, e que também valorizava os atletas quando era necessário.

A parceria terminou em maio de 2013, após um episódio envolvendo uma mentira sobre o motivo de o jogador ter chegado desgastado ao treinamento. Ele havia dito que passara a noite no hospital cuidando do filho, mas depois foi descoberto que tinha ido a uma festa e se envolvido em uma colisão de trânsito. Tite afastou o atleta, que acabou negociado com o Internacional semanas depois.

Jorge Henrique reconhece que errou e não demonstra mágoa pela punição. “O Tite sempre foi um pai para todos os atletas”, afirmou. Para ele, o treinador agiu de maneira justa, e os dois mantêm amizade atualmente. O ex-jogador também disse que os ensinamentos recebidos naquele período contribuíram para sua evolução pessoal e profissional.

Gratidão ao Corinthians

Mesmo com a saída conturbada, Jorge Henrique considera ter deixado o clube com a sensação de dever cumprido. Ele mencionou as conquistas nacionais, estaduais, continentais e mundiais como parte de uma trajetória que o fez sair feliz e completo.

O ex-atacante afirmou que a cobrança no Corinthians aumenta conforme o clube se acostuma a disputar e ganhar títulos importantes. Para ele, os torcedores apoiam durante a partida, mas exigem dedicação quando o resultado não aparece — sempre sem violência.

A ligação permanece presente na família. A filha de Jorge Henrique tem 15 anos e nasceu no dia 1º de setembro, data que ele considera simbólica para a identificação dela com o Corinthians. Os dois acompanham os jogos juntos e sofrem quando o time perde. “O Corinthians é tudo para mim”, declarou.

Texto produzido pela Redação Giro da Torcida com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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