A morte de Presley Walker Gerber, aos 27 anos, voltou a chamar atenção para o chamado “Clube dos 27”, conceito associado a artistas que morreram nessa idade. Filho da modelo Cindy Crawford e do empresário Rande Gerber, o modelo morreu no domingo (20), em uma clínica de reabilitação, conforme registros do Instituto Médico Legal do Condado de Los Angeles. A causa da morte não foi divulgada.
A coincidência também envolve nomes como Kurt Cobain, Amy Winehouse, Janis Joplin, Jimi Hendrix e Jim Morrison. Apesar da repercussão, não existem evidências científicas de que os 27 anos sejam uma idade de risco maior para músicos ou outras pessoas famosas.
Como o conceito ganhou força
A associação começou a se consolidar com mortes ocorridas ao longo de poucos anos. Brian Jones, fundador dos Rolling Stones, morreu em 1969. Depois, Jimi Hendrix e Janis Joplin morreram aos 27 anos. Em 1971, Jim Morrison, vocalista do The Doors, passou a integrar a relação.
A lista voltou a receber atenção décadas mais tarde, com as mortes de Kurt Cobain, em 1994, e Amy Winehouse, em 2011. A partir desses casos, a ideia se firmou na cultura popular e passou a ser relacionada principalmente ao universo musical, embora também tenha sido estendida a outros artistas.
Uma pesquisa publicada pelo British Medical Journal avaliou 1.046 músicos que chegaram ao primeiro lugar das paradas britânicas. Dos 522 artistas analisados que alcançaram os 27 anos, três morreram nessa idade. A proporção foi semelhante à observada entre músicos de 25 a 32 anos, sem permitir uma relação entre completar 27 anos e ter maior risco de morte.
Carreira e relatos pessoais
Nascido em julho de 1999, na Califórnia, nos Estados Unidos, Presley era o filho mais velho de Cindy Crawford e Rande Gerber. Ele também era irmão de Kaia Gerber, modelo e atriz.
Presley começou a trabalhar como modelo aos 16 anos, em um desfile da grife italiana Moschino. Depois, atuou para Dolce & Gabbana, Tommy Hilfiger, Calvin Klein e Ralph Lauren.
Fora das passarelas, ele falava sobre saúde mental e dependência química. Em entrevista ao podcast Studio 22, em 2023, afirmou que enfrentava depressão e queria transformar a própria experiência em ajuda para outras pessoas: “se eu ajudar uma pessoa ou cem pessoas a saírem do lugar em que estive na minha vida, é tudo o que preciso fazer”.
Em entrevista à Vogue, em agosto deste ano, Kaia Gerber também falou sobre os efeitos do vício em drogas do irmão na família. “Há um limite para o que você pode esconder do mundo”, declarou.



